LIXO NO PLANETA TERRA

08/04/2014

http://folha.com/no1436488

Mudança climática fará com que países inteiros desapareçam

‎Hoje, ‎8‎ de ‎abril‎ de ‎2014, ‏‎10 horas atrásIr para artigo inteiro
DAKOPE, Bangladesh - Quando uma forte tempestade destruiu sua casa ribeirinha, em 2009, Jahanara Khatun perdeu mais do que um teto. Na sequência, seu marido morreu, e ela ficou tão desamparada que vendeu seus filhos num vínculo de servidão. Khatun agora vive em um barraco de bambu que fica abaixo do nível do mar. Ela passa os dias recolhendo esterco de vaca para usar como combustível e luta para cultivar hortaliças no solo envenenado pela água salgada. Os climatologistas preveem que essa área será inundada por causa do aumento do nível do mar e pela intensificação das ressacas marítimas. Um ciclone ou outro desastre podem facilmente varrer novamente a sua vida. Khatun faz parte dos milhões de pessoas com os dias contados nesta vasta paisagem de ilhas fluviais, cabanas de bambu, decisões dolorosas e esperanças impossíveis. Leia mais (04/08/2014 - 02h11)
Bengalesamostra lugar onde morava antes de uma tempestade, em 2009, deixa-la sem teto



Escrito por DSPERTAR PARA O MEIO AMBIENTE às 12h30
[] [envie esta mensagem] []


07/01/2014

Após 22 anos e longe de solução final, a despoluição do Tietê já consumiu US$3,6 bilhões

Publicado 07 Janeiro 2014. em Água

Tietê e afluentes da região metropolitana da capital: de obras a projetos de habitação, despoluição não chega a resultados.Tietê e afluentes da região metropolitana da capital: de obras a projetos de habitação, despoluição não chega a resultados.Para geólogo, sem articulação metropolitana e universalização do saneamento básico, principal rio do estado seguirá sujo. Após dinheiro do Japão, França vira aposta de Alckmin para resolver problema.

Por Eduardo Maretti

Os projetos de despoluição e desassoreamento do rio Tietê não terão resultados satisfatórios e definitivos se as principais causas da deterioração de suas águas, no passado e no presente, não forem combatidas. O primeiro fator é a falta de saneamento básico universalizado, e o outro o assoreamento, ambos causados pela “ação humana”, adverte o geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos, ex-diretor do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo e autor de vários livros sobre o tema. “A qualidade das águas responde diretamente à qualidade do sistema de saneamento básico, competência da Sabesp com irresponsabilidades do Daee”, diz.

“O que falta são políticas públicas bem direcionadas, estratégia bem montada. Não com o objetivo primeiro de despoluir o Tietê, mas de dotar a região metropolitana de um sistema de saneamento básico de primeiro mundo”, analisa. “Não acredito que uma mágica vá nos dar um rio despoluído antes de dotarmos a Região Metropolitana de um sistema de saneamento de primeiro mundo.”

Como a bacia do Alto Tietê, onde está localizada a Grande São Paulo, sofre as consequências da poluição causada por 39 municípios, o problema se torna muito difícil de resolver. Além da magnitude do espaço geográfico de onde vem o esgoto despejado no rio, há ainda o fato de que nem todos os municípios são atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), casos de Diadema, Guarulhos, Mauá, Mogi das Cruzes, Santo André e São Caetano, atendidas por outras empresas. Sem um projeto geopolítico envolvendo a cooperação de todos os municípios com mediação do governo do estado, para ser chegar a uma política de saneamento básico “de primeiro mundo”, o rio continuará poluído.

“Uma cidade isoladamente não consegue resolver o problema, tem de ser uma articulação metropolitana”, diz Álvaro Rodrigues dos Santos. Para ele, as divergências entre tantas cidades com orientações e projetos políticos diferentes dificultam, mas cabe ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) resolvê-las. “Aí é que tem que valer a vontade política do governador. Se ele está com essa vontade política de resolver o problema do saneamento básico, como governador deve reunir os prefeitos envolvidos, dar um tapa na mesa e colocar para funcionar. E jogar isso para a sociedade dar sustentação. Isso é vontade política.”

Por mais de duas décadas

Segundo a Sabesp, o Projeto Tietê teve início em 1992, com a assinatura de um contrato de empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). De lá para cá, foram muitos outros contratos de empréstimo, e nada resolvido. A última promessa de solução foi feita no dia 13 de dezembro, quando o governador assinou com o presidente francês, François Hollande, acordos de cooperação prevendo a troca de conhecimentos e tecnologias entre a Sabesp e a entidade daquele país responsável pela despoluição do rio Sena.

“Espero que não venha mais nenhuma promessa de milagre. Esses acordos são complicados, porque acho que temos todas as tecnologias e competência tecnológica na maior cidade da América do Sul para dar conta disso”, diz Álvaro Rodrigues.

Antes do convênio com o governo francês, o Japão foi oferecido como a solução para todos os males do Tietê. Em 2000, ainda na administração Mario Covas, R$375 milhões foram emprestados pelo país asiático para o rebaixamento da calha. Mais tarde, já governador, Alckmin chegou a dizer que as marginais Pinheiros e Tietê nunca mais inundariam, fruto dessa obra, mas acabou desmentido pela chuva.

Em 2010 a Sabesp recebeu novo empréstimo de US$63 milhões da Agência de Cooperação Internacional do Japão para a construção de estações de tratamento de esgoto.

Passadas pouco mais de duas décadas desde o início do programa, o objetivo segue sendo justamente implementar a infraestrutura de coleta e tratamento de esgoto nas cidades atendidas pela Sabesp na Região Metropolitana. Até 2015, o investimento chegará a US$3,6 bilhões, nas chamadas primeira (1992-1998), segunda (2000-2008) e terceira fases.

A despoluição do principal rio paulista e de seus afluentes depende de vários fatores, diz a Sabesp, por meio de sua assessoria de imprensa, como “varrição e coleta de lixo; regularização de favelas e loteamentos clandestinos; combate o esgoto irregular; atuação das prefeituras nos municípios não operados pela Sabesp”.

Segundo a companhia, a terceira fase (2009-2016), em andamento, beneficiará 1,5 milhão de pessoas com rede de coleta, e tratamento para mais 3 milhões de pessoas. O investimento é de US$2 bilhões. A coleta subirá de 84% a 87% e o tratamento, de 70% a 84%. A quarta e última fase “vai garantir a universalização do saneamento nas áreas regulares atendidas pela Sabesp. Essa etapa está em fase de financiamento e estará concluída até o fim desta década”, informa a empresa.

“Não adianta só um grande sistema de coleta. Tem que ir levando esse sistema de coleta organizado e toda a infraestrutura à periferia”, diz Rodrigues dos Santos.

Assoreamento

Fora a questão do (ou da falta de) saneamento, o outro aspecto, igualmente grave, é o assoreamento. Segundo o geólogo, uma das principais causas das enchentes na cidade e na metrópole, decorrentes do volume de sedimentos oriundos dos processos erosivos nas zonas periféricas em expansão da cidade. “Chegam à rede cerca de 4 milhões de metros cúbicos desses sedimentos por ano. Com todos esses bilhões que foram investidos no alargamento e aprofundamento da calha, para aumentar a capacidade de vazão, não se consegue resolver o problema.”

O assoreamento não é provocado por causas naturais como chuvas e o próprio curso das águas, como muitos acreditam, mas pela ação humana. “São promovidas por movimentos de terra, terraplenagem, seja casa a casa, sejam grandes empreendimentos imobiliários. São processos erosivos provocados pelo homem”, explica. “E absolutamente nada é feito para conter esse problema em sua causa, a erosão, e joga-se tudo no desassoreamento. São centenas de milhões de reais por ano gastos no desassoreamento da rede de drenagem. É um absurdo que não se trabalhe concomitantemente num projeto de redução do volume de sedimentos que chegam.”

De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), o governo Geraldo Alckmin, já investiu R$358,9 milhões no desassoreamento de 4,5 milhões de metros cúbicos do Tietê. “Somando os investimentos no desassoreamento também de seus principais afluentes, esses números totalizam R$562,3 milhões e a retirada de 7,4 milhões de metros cúbicos de detritos. O Tietê nunca esteve tão desassoreado, sua calha encontra-se de acordo com a sua batimetria original, e os trabalhos de desassoreamento – que são contínuos –, seguem dentro do cronograma estipulado”, afirma a autarquia, por meio da assessoria de imprensa.

Segundo o geólogo do IPT, costuma-se apontar o lixo como causa de enchentes, mas esse é um mito. “O lixo urbano realmente atrapalha, mas está muito longe de ser o vilão das enchentes. Do volume que chega ao Tietê, apenas 5% é lixo. 95% são sedimentos arenosos que vêm dos processos erosivos, provocado pelo avanço da cidade sobre uma região cada vez mais montanhosa, com trabalhos de terraplenagem cada vez mais extensos, expondo o solo à erosão”. Culpando o lixo, esclarece Rodrigues, “as autoridades jogam a responsabilidade nas costas da população, uma coisa extremamente cômoda. O lixo provoca alagamentos localizados. Sobre o processo geral de enchentes não tem a mínima influência.”

Recentemente, Alckmin prometeu que em 2019 o estado teria 100% do esgoto tratado. “O Fleury nos prometeu que ia beber um copo d’agua do Tietê antes da virada do século”, lembra o ex-diretor do IPT, referindo-se ao ex-governador peemedebista (1991-1995) Luiz Antônio Fleury Filho.

 

Fonte: Blog Limpinho & Cheiroso.


Escrito por DSPERTAR PARA O MEIO AMBIENTE às 18h06
[] [envie esta mensagem] []


19/12/2013

ESPÍRITO NATALINO

 


Escrito por DSPERTAR PARA O MEIO AMBIENTE às 11h11
[] [envie esta mensagem] []


04/11/2013

No Recife, infância perdida na lama e no lixo

A história dos meninos cujo cotidiano é catar latas na imundície do Canal do Arruda

Publicado em 02/11/2013, às 13h56

Wagner Sarmento e Marina Barbosa

Paulinho quase se confunde com os entulhos que tomam conta do Canal do Arruda, numa cena que choca e revolta / Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Paulinho quase se confunde com os entulhos que tomam conta do Canal do Arruda, numa cena que choca e revolta

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Eles nadam onde nem os peixes se atrevem. De longe, suas cabeças se confundem com os entulhos. Pela falta de quase tudo na terra, mergulham no rio de lixo atrás da sobrevivência. Lá sim tem quase tudo: latinhas, garrafas, papelão, móveis velhos, restos de comida, moscas, animais mortos. Menos dignidade. Lá, no Canal do Arruda, Zona Norte do Recife, o absurdo é rotina. Anfíbios e miseráveis catam sonhos onde o pesadelo é retrato soberano. São três meninos da comunidade Saramandaia, melados até o pescoço da lama do abandono, numa área que o prefeito da capital, Geraldo Julio (PSB), elencou como prioridade de sua gestão e que, até agora, não viu resultados senão promessas.

 

O sol inclemente não intimida. É preciso aproveitar a maré baixa, quando os resíduos se acumulam. A cena choca, intriga, envergonha. Em pleno 2013. Em plena capital pernambucana. Aos olhos de todos. O Canal do Arruda, foz de boa parte do lixo recifense, é a mina de ouro de Paulo Henrique Félix da Silveira, 9 anos; Tauã Manoel da Silva Alves, 10; e Geivson Félix de Oliveira, 12, unidos pelo sangue, pela necessidade e pela indiferença do poder público.

Moram em dois barracos na comunidade de Saramandaia, também na Zona Norte, e não hesitam em entrar no fosso. Antes, era só para tomar banho, diversão infantil ocasional. Há mais de ano, passou a ser ganha-pão. Paulinho via as cerca de cem famílias que trabalham com reciclagem na região e decidiu tomar o mesmo caminho. Encontrou seu nicho, o pior de todos, e arrastou os primos.

Paulinho, Galego e Geivson, embora exemplos radicais da realidade, não estão sozinhos. De acordo com o perfil dos catadores brasileiros elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado no Censo 2010, 3,6% dos 20.166 pernambucanos que trabalham com reciclagem têm entre 10 e 17 anos. São, oficialmente, só 726 crianças e adolescentes no Estado que tiram seu sustento do lixo. Nas cifras do trabalho infantil em geral, o número sobe para 1.329.229. Na faixa etária dos pequenos catadores de Saramandaia, até 13 anos de idade, há 665.500 pernambucanos trabalhando, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O trio se acotovelava entre dejetos mil para catar latas de alumínio e garantir o alimento de duas famílias com, ao todo, 18 pessoas. Nadava em meio a tudo que a cidade vomita. Paulinho, o menor e mais astuto dentro d’água, tapava a boca com veemência. Tinha noção exata do risco que corria. Ainda não sabe ler, mas conhece da vida o suficiente para não deixar entrar uma gota sequer daquela lama de cheiro insuportável e chamariz de doenças. Febre e diarreia são constantes.

O lixo lhe cobria o pescoço. A cabeça erguida com dificuldade denunciava que ele estava ali, quase sumindo entre materiais recicláveis, comida descartada, brinquedos quebrados, roupas velhas, sacolas e tudo mais que se possa imaginar. Parecia parte daquilo. Geivson, o mais velho, acompanhava o primo Paulinho na missão inglória e diária.

Tauã, chamado por todos pelo apelido de Galego e irmão de Geivson, foi o único que não teve coragem de se embrenhar no meio do canal. Na beira, um pé lá e um pé cá, cumpria sua função na engrenagem do absurdo: recolhia as latas catadas pelos outros dois. Quando precisava ir mais no fundo para pegar algo que caiu, reclamava: “Não quero me sujar”. Juntava tudo em um saco de farinha que é quase de sua altura.


Galeria de imagens

Paulinho nada com dificuldade em meio ao lixo e à lama
Legenda
Anteriores
Próximas

 

O trabalho costuma durar horas, até a maré permitir. Findo o serviço, lavam-se no lado menos poluído do fosso. “Tem que se limpar, né?”, frisa Paulinho, banhado de inocência. À tarde, eles trocam o que cataram num galpão de reciclagem localizado em Saramandaia mesmo. As latas saem tão sujas de lama que nem o depósito aceita. É preciso lavá-las antes. “A gente tira uns R$ 5 por dia”, gaba-se Geivson. Em dia ruim, o esforço rende apenas R$ 1. Paulinho queria comprar biscoitos. Galego e Geivson prometeram entregar o dinheiro à mãe. Invejaram o primo.

No rio de lixo, encontram de tudo: bola, carrinhos e bonecas; galinha, cachorro e gado morto. Até jacaré já foi visto pelas cercanias, prova de que o risco vem de todos os lados.

 

Algumas feridas abertas na pele desvelam doenças trazidas pela água suja – Galego tenta esconder com a mão uma dermatite perto da boca; os outros têm pés e canelas cortadas por cacos de vidro. Outras feridas, invisíveis, se revelam numa conversa mais demorada. “Se a vida é assim, fazer o quê? Vai ter que ser. A gente só faz isso porque precisa. Seria bem melhor se não precisasse”, reflete Galego. Achou a resignação no meio do lixo.


Escrito por DSPERTAR PARA O MEIO AMBIENTE às 15h17
[] [envie esta mensagem] []


27/10/2013

Novos modelos de energia renovável

UOL Busca javascript:void(0)

De micróbios a raios: novos modelos de energia renovável

novas-fontes-energia-renovavel-descubra-o-verde

A crise ambiental global e a ameaça constante de escassez de petróleo continuam a impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento de novas fontes de energia renovável, mais eficientes e acessíveis.

 

Algumas pesquisas recentes vêm realizando experimentos com fontes e tecnologias que parecem um tanto insólitas, mas que podem compor a matriz energética das cidades do futuro. Conheça quatro delas neste artigo.

 

Micróbios energéticos

 

Cientistas da Universidade de Stanford criaram uma técnica de geração de eletricidade a partir de águas residuais que batizaram de “bateria microbiana”.

 

A energia é extraída de microorganismos anaeróbicos, que reagem a óxidos minerais e transformam nutrientes orgânicos em biocombustíveis. O protótipo de bateria de Stanford tem eficiência de 30% , semelhante à das células solares de uso comercial, mas os pesquisadores esperam que ela forneça parte da energia elétrica consumida no tratamento de águas residuais.

microbios-raios-energia-renovavel-descubra-o-verde

Por enquanto, a única desvantagem é que as baterias são feitas de óxido de prata, um material caro para fabricação em larga escala. O próximo passo é encontrar um material mais acessível e apropriado para armazenar energia gerada pelos micróbios.

 

Do raio para o celular

 

Se Victor Frankenstein pôde animar um monstro com a energia dos raios no século 19, por que a mesma técnica não poderia recarregar a bateria de um celular?

 

A Universidade de Southampton e a Nokia se associaram para criar um sistema de recarga para o modelo Lumia 925 que capta e transforma os volts produzidos por raios e trovões.

 

“Reproduzimos o calor e a energia de um raio com um transformador de corrente alternada, que gera 200 mil volts em um espaço de 300 milímetros”, explica Neil Palmer, diretor do Laboratório de Alta Voltagem da universidade. “Em seguida, processamos o sinal gerado com um segundo transformador para carregar o celular”.

microbios-raios-fontes-energia-renovavel-descubra-o-verde

Palmer ficou surpreso ao ver como o celular Nokia estabilizou o sinal para carregar a bateria. “Essa descoberta comprova que dispositivos eletrônicos podem ser recarregados com as correntes que permeiam o ar, um passo importante para compreender os raios como fonte de energia”, acrescenta.

Pingos de chuva transformados em energia

 

Para visualizar um copo de água produzindo energia, pense em uma usina hidrelétrica. Uma equipe de pesquisadores do MIT descobriu que as gotas de água se carregam com eletricidade estática em contato com uma superfície repelente.

novas-fontes-energia-renovavel-descubra-o0verde

Os cientistas já sabiam que as gotas, ao entrar em contato com superfícies altamente repelentes, tendem a ser catapultadas pelo excesso de energia. Nesse caso, eles descobriram que as gotas são carregadas positivamente quando saltam e, em seguida, se repelem.

 

Sob a orientação de Nenad Miljkovic, os pesquisadores do MIT usaram uma superfície repelente, água e um eletrodo condutor de eletricidade. Com uma câmara de alta velocidade, eles registraram o momento em que as pequenas partículas se aproximam do fio.

 

Miljkovic explica que essa reação pode melhorar a superfície dos condensadores utilizados nas centrais elétricas. Além disso, podem auxiliar no desenvolvimento de sistemas para captem vapor da atmosfera e gerem energia a partir da exposição a elementos repelentes.

 

A luz também pode ser “colhida”

 

As pesquisas sobre o aproveitamento do sol como fonte de energia são um campo bastante fértil e em constante evolução. Os primeiros coletores solares surgiram em 1867, e as células fotovoltaicas, em 1880.

 

Agora, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia descobriram um novo método de “colher” a energia gerada pela luz. “Descobrimos um processo que é muito mais eficiente que a fotocondução convencional”, explica Dawn Bowell, diretor da pesquisa.

fontes-energias-renovaveis-descubrao-verde

A descoberta se baseia no estímulo de nanoestruturas de plásmon, um material feito de partículas de ouro e moléculas fotossensíveis de porfirina, que otimiza a distribuição da luz a partir de radiações ópticas para gerar correntes elétricas . É uma reação que produz energia manipulável e pode servir para melhorar o desempenho das células solares e de outros dispositivos.

 

Com a descoberta, smartphones e computadores poderiam ser alimentados com circuitos que reagem à luz, um grande passo na direção da produção sustentável de energia.

 

 


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 12h45
[] [envie esta mensagem] []


15/08/2013

Engenheiro cria máquina que troca lixo reciclável por dinheiro

Postado em 12 de agosto de 2013 en Hábitos e Tendências

greenbean-recicla-lixo-dinheiro-interacao-social-descubra-o-verde

O engenheiro zambiano Shanker Sahai criou a Greenbean Recycle, uma máquina que devolve dinheiro a quem inserir garrafas de plástico, vidro e latinhas de alumínio em seu interior. Cada pessoa que deposita lixo no sistema ganha um perfil online de interação social, por meio do qual confere a quantidade de materiais já reciclados e ainda pode competir com outros usuários.

De acordo com o criador da máquina, a interação com as outras pessoas é um dos fatores que mais incentivam o descarte de resíduos no sistema. “Quando as pessoas conferem seus nomes em um painel de pontuações, ficam mais estimuladas a usar a máquina novamente, continuando a reciclar”, conta Sahai. Por enquanto, existem oito unidades instaladas nas principais universidades dos EUA, dentre elas Harvard, MIT e Brandeis University, mas a meta é levar as máquinas para estádios, aeroportos e outras localidades em que há grande circulação de pessoas.

O engenheiro civil, que se inspirou nas máquinas de venda reversa dos EUA, também explica que espera mudar a opinião das pessoas em relação ao reaproveitamento do lixo. “Reciclar é uma tarefa bem chata, e, às vezes, não sabemos de que forma o nosso esforço faz a diferença. A máquina mostra, em tempo real, que até uma única garrafa ou latinha faz a diferença, incentivando as pessoas a continuarem a reciclar”, declarou o engenheiro ao portal Co.exist.

Além de fazer depósitos instantâneos na conta dos usuários, o dispositivo também dá créditos em um restaurante de comida mexicana e prêmios nas redes sociais. A máquina também processa os resíduos, eliminando gastos de transporte até as usinas de reciclagem e o armazenamento em contêineres. Até agora, o Greenbean Recycle conseguiu aproveitar quase 17 toneladas de lixo, gerando uma economia de energia superior a 33 mil kWh. No vídeo abaixo (em inglês), você fica sabendo um pouco mais sobre a máquina:

 Vídeo -- http://player.vimeo.com/video/56990298?title=0"

Texto originalmente postado no Ciclo Vivo | Criado para informar as mudanças e novidades do mundo da sustentabilidade, além de fomentar atitudes mais positivas e conscientes. Com alicerce em três pilares (econômico, social e ambiental) as notícias envolvem: meio ambiente, tecnologia, arquitetura, negócios, design e outros.


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 10h20
[] [envie esta mensagem] []


01/07/2013

Inea descobre lixo hospitalar

Inea descobre lixo hospitalar em avenida no Rio; empresa perde licença
Gustavo Maia Do UOL, no Rio

  •                                                                                          Lixo hospitalar é abandonado na Baixada Fluminense

                                                          Lixo hospitalar é abandonado na Baixada Fluminense

  •  

Caminhão faz a coleta seletiva na região da divisa entre as cidades de São Vicente e Santos Rafael Motta/UOL

O Inea (Instituto Estadual do Ambiente) identificou, nesta segunda-feira (1º), resíduos hospitalares descartados irregularmente na avenida Prefeito Julio Coutinho, que dá acesso à região portuária do Rio de Janeiro.

Pela manhã, uma equipe do órgão foi ao local depois de receber denúncia e confirmou a presença do material, que estava misturado a resíduos de construção civil. O lixo hospitalar já foi recolhido pela Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana).

Segundo o Inea, há indícios de que o descarte irregular tenha sido feito pela mesma empresa responsável pelo despejo de cerca de 200 quilos de lixo hospitalar descobertos na semana passada no entorno da Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O órgão aguarda o resultado de perícia para determinar o responsável pelo crime ambiental na capital fluminense.

O material infectante descoberto em Nova Iguaçu incluía seringas, ampolas ainda com sangue e medicamentos. Nesta segunda, a empresa Coleta Resíduos Ltda., identificada pelo instituto como responsável pela destinação dos resíduos, teve sua licença ambiental cassada. A decisão foi tomada pelo Conselho Diretor do Inea. A empresa também poderá ser multada pelo descarte e por infração aos termos do licenciamento ambiental.

A empresa estava interditada desde a semana passada pela fiscalização do instituto, quando se constatou, pelos locais de origem dos materiais descartados, que ela era a responsável pela destinação dos resíduos.

Segundo o Inea, fiscais do órgão estiveram na sede da Coleta, na rua Santos Melo, no bairro São Francisco Xavier, na zona norte do Rio, para informar sobre a cassação da licença. Como a documentação solicitada não foi apresentada, um dos responsáveis terminou sendo levado para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).

A reportagem tentou, sem sucesso, entrar em contato com a empresa citada.

Outro lado

O Inea não informou os nomes de hospitais cujos resíduos foram descartados de forma irregular. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro afirmou, por meio de nota, que não mantém contratos com a empresa que realizou o descarte no entorno da reserva do Tinguá. A organização social Viva Comunidade, que gere o Programa de Saúde da Família do Centro Municipal de Saúde Madre Teresa de Calcutá, na Ilha do Governador, rompeu os contratos que mantém com a empresa.

Já a Secretaria de Estado de Saúde informou que o lixo gerado nas unidades da rede estadual de saúde é coletado por empresas prestadoras de serviços que levam o material para aterros sanitários (no caso de lixo comum) e para empresa de tratamento de resíduos (no caso de material infectante). "Toda a retirada desse material deve ser lançada em um documento que acompanha todo o material de descarte, desde a unidade hospitalar até sua destinação final; sempre com os responsáveis assinando esse manifesto em cada etapa", explicou.

                        

                                          Caminhão faz a coleta seletiva na região da divisa entre as cidades de São Vicente e Santos

Rafael Motta/UOL


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 20h13
[] [envie esta mensagem] []


25/06/2013

Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade  foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.

Importância e vantangens da reciclagem 

A partir da década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis  aumentou significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países desenvolvidos. Muitos governos e ONGs estão cobrando de empresas posturas responsáveis: o crescimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio e papel, já são comuns em várias partes do mundo.

No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção.

Um outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio já são uma boa realidade nos centros urbanos do Brasil. 

Sacolas feitas com papel

Muitos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um nível de reaproveitamento de quase 100%. Derretido, ele retorna para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.

Muitas campanhas educativas têm despertado a atenção para o problema do lixo nas grandes cidades. Cada vez mais, os centros urbanos, com grande crescimento populacional, tem encontrado dificuldades em conseguir locais para instalarem depósitos de lixo. Portanto, a reciclagem apresenta-se como uma solução viável economicamente, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos professores a separarem o lixo em suas residências. Outro dado interessante é que já é comum nos grandes condomínios a reciclagem do lixo. 

Símbolos da reciclagem por material

Assim como nas cidades, na zona rural a reciclagem também acontece. O lixo orgânico é utilizado na fabricação de adubo orgânico para ser utilizado na agricultura.

Como podemos observar, se o homem souber utilizar os recursos da natureza, poderemos ter , muito em breve, um mundo mais limpo e mais desenvolvido. Desta forma, poderemos conquistar o tão sonhado desenvolvimento sustentável do planeta. Exemplos de Produtos Recicláveis - Vidro: potes de alimentos (azeitonas, milho, requijão, etc), garrafas, frascos de medicamentos, cacos de vidro. - Papel: jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagens de papel. - Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta, cobre, alumínio. - Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos pláticos, embalagens e sacolas de supermercado.

                                                                 


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 11h14
[] [envie esta mensagem] []


10/04/2013

Rio quer aplicar multa de até R$ 3.000 a quem jogar lixo na rua

09/04/2013-19h34

Rio quer aplicar multa de até R$ 3.000 a quem jogar lixo na ruaPublicidade - Folha de S.PauloA Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu multar quem jogar lixo nas ruas da cidade. A intenção, segundo município, é "conscientizar a população."De acordo com o a prefeitura, a penalidade vai variar de R$ 157 a R$ 3.000, dependendo do volume de lixo. A prefeitura diz que a aplicação da regra começa em julho.As multas já estão previstas em lei desde 2001, com a criação do Sistema de Limpeza Urbana do Rio, mas nunca foram efetivadas por falta de meios. Agora, a prefeitura usará uma máquina na qual basta inserir o número do CPF do infrator para a emitir a cobrança.A Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana do Rio) não soube dizer, até a publicação desta matéria, como será feito o pagamento. Sabe-se apenas que, caso a multa não seja paga, o infrator terá o título protestado pelo município e o nome inscrito no Serasa, o que dificulta a obtenção de empréstimos e financiamentos.De acordo com o prefeito Eduardo Paes (PMDB), um trio formado por um técnico da Comlurb, um policial militar e um guarda municipal será responsável pela fiscalização nas ruas. A empresa não soube dimensionar o efetivo que será usado.A ação começará no centro da cidade e em grandes áreas comerciais, como Copacabana, Madureira, Méier e Tijuca.De acordo com as regras divulgadas pela Comlurb, o lançamento de lixo na rua do tamanho de uma lata de refrigerante custará R$ 157. Caso o volume chegue a até mil litros, a multa sobre para R$ 392. Se superar esse valor, a penalidade será de R$ 980. Há a previsão ainda de multa de R$ 3.000 em casos de formação de depósito irregular.


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 00h01
[] [envie esta mensagem] []


22/03/2013

 

Em 1992, na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), a Assembléia Geral da ONU declarou que no dia 22 de Março de cada ano, a partir de 1993, seria celebrado o Dia Mundial da Água.

Com a instituição do Dia Mundial da Água, os países foram convidados a aderir às recomendações da ONU relativas aos recursos hídricos e a concretizar atividades apropriadas ao contexto de cada país.


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 09h02
[] [envie esta mensagem] []


08/03/2013

Saiba onde reciclar seu telefone celular e outros produtos eletrônicos
Comentários

Do UOL, em São Paulo

07/03/201306h01

 

Os números sobre lixo eletrônico em todo o mundo são bastante imprecisos – até porque esse descarte é feito muitas vezes de forma inadequada. Esses equipamentos contêm centenas de materiais diferentes (até 1.000 componentes em um celular, segundo a ONG Greenpeace), sendo que muitos deles apresentam metais pesados, como mercúrio, cádmio e chumbo. Para evitar que esses itens poluam o ambiente e prejudiquem a saúde das pessoas, é importante sempre descartar eletrônicos da maneira adequada – no Brasil, há diversos centros de coleta.

Muitas fabricantes de celulares e computadores têm iniciativas de reciclagem, e as operadoras de telefonia móvel também (sendo que, neste último caso, não importa qual a marca do seu aparelho). Há ainda outras opções, como centros de descarte que recebem qualquer tipo de eletrônico, de qualquer marca. Quem estiver disposto a pagar pelo conforto pode ainda agendar a retirada dos eletrônicos em sua própria casa. Com tanta opção, só não recicla quem não quer. Conheça abaixo opções para descartar seu eletrônico usado.

ELETRÔNICOS VARIADOS

Cedir (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática) – São Paulo
É preciso agendar a entrega dos eletrônicos de qualquer marca na USP (Universidade de São Paulo), para que sejam entregues de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Conheça aqui as opções de contato e veja também como funciona o Cedir.

Descarte certo – Brasil
O cliente pode pedir a retirada dos eletrônicos antigos em sua casa,
em qualquer parte do país. O serviço é pago, sendo que o valor depende do item descartado. Uma das opções é comprar uma caixa de papelão da Descarte Certo em supermercados, por R$ 60 (inclui coleta). Essa caixa é retirada na casa do cliente quando estiver cheia ou atingir o limite de 20 kg.

CELULARES

Claro
Empresa tem pontos de coleta de celular para clientes e não clientes, instalados em suas lojas e em agentes autorizados (
veja lista dos pontos de coleta)

Extra e Pão de Açúcar
O Grupo Pão de Açúcar tem pontos de coleta em vários de seus supermercados (
veja lista dos pontos de coleta)

Oi
Diversas lojas da operadora recebem telefones antigos e baterias sem uso (
veja lista dos pontos de coleta). É preciso preencher um termo de entrega, disponível nas próprias lojas.

Tim
Nas lojas da operadora há urnas para descarte de pilhas, baterias e celulares, que podem ser usadas por clientes ou não clientes.

Vivo
Todas as lojas próprias e também revendedores exclusivos da empresa têm urnas para coleta de telefones celulares antigos.

FABRICANTES DE ELETRÔNICOS

Apple
Após contato do cliente, para fornecer dados pessoais e dizer qual o produto a ser descartado, a empresa gera um código que permite envio gratuito pelos Correios de qualquer equipamento da marca.
Conheça opções de contato.

Dell
A empresa recolhe gratuitamente produtos de sua marca em todo o país (pode haver uma taxa, em caso de cancelamento). O usuário deve agendar a coleta preenchendo um
formulário no site da companhia.

HP
Os cartuchos de tinta da HP
podem ser levados até as lojas da própria marca, estabelecimentos da rede Kalunga ou Saraiva. No caso de computadores ou outros equipamentos da marca, o cliente pode entrar em contato com a empresa, que informa como descartá-los.

Itautec
O usuário deve preencher um cadastro e contatar a empresa para agendar a entrega do produto da marca em um ponto de coleta. Conheça aqui as opções de contato desse serviço da fabricante.

Lenovo
A empresa informa seus usuários onde descartar produtos de sua própria marca.
Conheça aqui as opções de contato desse serviço da fabricante.

Philips
Os produtos da Philips podem ser coletados em casa mediante pagamento de R$ 40 ou levados até pontos de coleta da empresa, disponíveis na maioria dos Estados brasileiros (
veja lista).

Positivo
A fabricante brasileira tem um programa de reciclagem, que indica ao consumidor qual o ponto de coleta mais próximo de sua residência.
Conheça aqui as opções de contato desse serviço da empresa.

Samsung
A empresa tem um serviço voltado a cartuchos originais de impressoras e multifuncionais da marca. A empresa retira os produtos usados em casa, mediante agendamento.
Conheça aqui as opções de contato.

Sony
A iniciativa de
descarte consciente da empresa refere-se somente a pilhas e baterias, que podem ser levadas a postos de serviço autorizado ou às lojas próprias da marca.

Ampliar

Lixo eletrônico26 fotos

25 / 26
Os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados. A proposta do Cedir é separar os tipos de produtos eletrônicos ao máximo para conseguir assim vender esse lixo eletrônico a empresas específicas de reciclagem. Dessa forma, é possível arrecadar mais dinheiro com o descarte de produtos Leia mais Fabiano Cerchiari/UOL


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 09h46
[] [envie esta mensagem] []


12/02/2013

40% do lixo no país.

Aterros de pequeno porte são alternativa viável para descarte de cerca de 40% do lixo no país.

Eduardo Schiavoni
Do UOL, em Campinas

08/02/201317h20

Cidades com menos de 30 mil habitantes concentram uma população estimada em 60 milhões de pessoas, que enviam seus resíduos, na grande maioria dos casos, para os lixões, que são a opção menos ecologicamente correta na hora de se livrar do lixo

Cidades com menos de 30 mil habitantes concentram uma população estimada em 60 milhões de pessoas, que enviam seus resíduos, na grande maioria dos casos, para os lixões, que são a opção menos ecologicamente correta na hora de se livrar do lixo

Baixo custo de instalação, com danos ambientais dentro dos limites aceitáveis. Essas são as razões pelas quais os aterros sanitários de pequeno porte, com capacidade de receber até 10 toneladas de lixo por dia, tornaram-se opções para resolver o problema causado pela destinação incorreta de resíduos sólidos nas cidades com menos de 30 mil habitantes, de acordo com uma pesquisa desenvolvida para uma tese de doutorado pela USP (Universidade de São Paulo).

Com investimentos significativamente mais baratos – na casa dos R$ 5 milhões, contra R$ 52 milhões de um aterro sanitário com capacidade de receber 100 toneladas de lixo por dia, – esses aterros possuem capacidade reduzida, precisam de menos burocracia para terem a construção liberada e, segundo a pesquisa, não alteram o meio ambiente.

"Eles são uma opção viável, tanto financeiramente quanto ecologicamente, para que cidades de pequeno porte encarem de frente os problemas causados pelo lixo", avalia o pesquisador e engenheiro civil Cristiano Kenji Iwai, da Faculdade de Saúde Pública da USP, autor da pesquisa.

Ele lembra ainda que essas cidades, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Georgrafia e Estatística), concentram uma população estimada em 60 milhões de pessoas, que enviam seus resíduos, na grande maioria dos casos, para os lixões, que são a opção menos ecologicamente correta na hora de se livrar do lixo. Basta dizer que 2.906 mil lixões brasileiros, 98% localizam-se em cidades com essas características.

Por ano, segundo a Abrete (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos), o total de lixo enviado a locais inadequados no Brasil chega a 2,8 milhões de toneladas, algo na casa dos 42,3% do total de resíduos produzidos no país.

Lixão x aterro

Como regra geral, os municípios optam pelos lixões por não terem condições de construir os aterros sanitários. "Não podemos dizer que as pequenas cidades sejam vilãs. Mas a situação do destino do lixo, nas cidades pequenas, é um problema grave", avalia a pesquisadora Livia Reis Campos, que defendeu uma dissertação de mestrado sobre o assunto na Universidade Federal da Bahia.


Entre as cidades com menos de 30 mil habitantes, algo em torno de 68,5% - ou 2.785 cidades – não dão destinação correta ao lixo que produzem, depositando os resíduos em lixões e aterros sem estrutura.

O primeiro, e talvez mais poderoso, argumento a favor dos aterros sanitários de pequeno porte é o econômico. Segundo dados de um estudo elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a construção de um aterro de grande porte, com capacidade para receber 2 mil toneladas/dia de lixo e ou uma população de 2,5 milhões de pessoas não sai por menos de R$ 525,8 milhões.

Um de médio porte – e população de 1 milhão – fica na casa de R$ 236,5 milhões, com capacidade para 800 toneladas/dia. Municípios com população de 200 mil habitantes têm a opção de investir R$ 52,4 milhões para uma capacidade de 100 toneladas/dia.

Qualquer dessas opções, para uma cidade com até 30 mil habitantes, chega a ser proibitiva. "Em São Paulo, Estado mais rico da federação, um município com essas características raramente tem Orçamento superior a R$ 85 milhões por ano. Em cidades do Norte e Nordeste, por sua vez, esse montante poucas vezes ultrapassa R$ 25 milhões. Investimentos desse porte, portanto, não podem ser feitos", avalia Alessandro Firmino, advogado com especialização em Gestão de Cidades.

Preço

Dessa forma, os aterros sanitários de menor porte tornam-se opções mais palatáveis ao bolso das prefeituras de cidades pequenas. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski, avalia que a questão financeira é, de longe, o maior problema que impede a erradicação dos lixões.

"Se não tiver dinheiro dos Estados e da União, nem daqui a 50 anos os lixões serão eliminados. Municípios precisam de dinheiro para isso. Não há caixa para construir aterros".

Ziulkoski explica, para a grande maioria dos municípios, pensar em aterros sanitários é uma impossibilidade. "Se não houver planejamento conjunto, essas metas serão apenas uma "miragem", diz o presidente da CNM.


Segundo Lívia, além desses aterros, há ainda uma outra opção, ainda mais em conta – os aterros sanitários simplificados. Ela defende, em sua tese de mestrado, que esses empreendimentos – que custam na casa de R$ 500 mil e R$ 1 milhão, em valores corrigidos – a pesquisa é de 2008 – são construídos em terrenos públicos, o que diminui o valor de investimento, e poderiam ser aplicados em 85% dos municípios baianos, todos abaixo dos 30 mil habitantes.

"O aterro simplificado consiste em um tipo de tecnologia de destino final de resíduos sólidos que requer um custo mais baixo para a sua construção e manutenção, além de exigir a incorporação de mão de obra menos qualificada e sua gestão ser mais simplificada, se adequando mais facilmente às restrições dos municípios pequenos", avalia.

Ambiente

Segundo Kenji Iwai, a questão ambiental, vista por muitos como outro entrave à construção de aterros sanitários, não é um problema significativo. Para sua tese de doutorado, ele desenvolveu trabalho de campo em três aterros sanitários do interior de São Paulo e constatou que em nenhum deles houve contaminação do solo ou da água dos lençóis freáticos. As cidades de Jaci, Angatuba e Luiz Antônio foram os alvos da pesquisa.

"Os resultados encontrados foram comparados com os limites de risco à saúde humana, que é um padrão para o Estado de São Paulo em geral, no gerenciamento de áreas contaminadas. Em todos eles, as normas de segurança recomendadas foram seguidas e não houve mudança significativa na estrutura do solo. Apenas em um dos locais havia valores de bário superiores aos recomendados, mas era uma situação pontual, que não se traduz em risco para a população ou para o meio ambiente", informou.

Iwai explica ainda que os aterros de resíduos sólidos em pequenas cidades foram sistematizados em 1997 pela Cetesb como opção que pequenos municípios do Estado de São Paulo poderiam adotar. Como os resultados foram positivos – hoje, apenas 7,6% do lixo estadual é destinado para lixões – a experiência serviu de modelo e foi incentivada pelo governo federal. "Todo esse processo me incentivou a pesquisar melhor a concepção e qualidade dos aterros sanitários de pequeno porte,"conta Iwai.

Apesar da viabilidade do método, o engenheiro deixa claro que é positivo aceitá-lo como uma condição transitória. "Trata-se de uma evolução gradual que isso [os aterros] pode fornecer, mas não se espera depender dessa tecnologia eternamente, como uma solução única. É necessário também trabalhar as pessoas culturalmente para redução da quantidade de resíduos destinada aos aterros sanitários."


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 21h13
[] [envie esta mensagem] []


27/01/2013

Saiba o que fazer com o lixo doméstico

Relembrando

 

Saiba o que fazer com o lixo doméstico

 

O Brasil produz, atualmente, cerca de 228,4 mil toneladas de lixo por dia, segundo a última pesquisa de saneamento básico consolidada pelo IBGE, em 2000. O chamado lixo domiciliar equivale a pouco mais da metade desse volume, ou 125 mil toneladas diárias.

Do total de resíduos descartados em residências e indústrias, apenas 4.300 toneladas, ou aproximadamente 2% do total, são destinadas à coleta seletiva. Quase 50 mil toneladas de resíduos são despejados todos os dias em lixões a céu aberto, o que representa um risco à saúde e ao ambiente.

Mudar esse cenário envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem, conforme a "Regra dos Três Erres" preconizada pelos ambientalistas.

A idéia é diminuir o volume de lixo de difícil decomposição, como vidro e plástico, evitar a poluição do ar e da água, otimizar recursos e aumentar a vida útil dos aterros.

Tempo de decomposição dos resíduos


Caso não haja coleta seletiva em seu bairro ou condomínio, procure as cooperativas de catadores e os Postos de Entrega Voluntária (PEVs).

O Grupo Pão de Açúcar também possui pontos de coleta nos supermercados em todo o país. A iniciativa está sendo ampliada para outras bandeiras do grupo, como a rede Extra.

Coleta seletiva: veja abaixo quais resíduos podem ser reciclados


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 15h53
[] [envie esta mensagem] []


24/01/2013


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 19h49
[] [envie esta mensagem] []


18/12/2012

      


Escrito por FRANCISCO MAURICIO às 11h41
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
 
       
   



BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, VILA MARIANA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Livros, Cinema e vídeo, FOTOGRAFIA
MSN -







Histórico

OUTROS SITES
    WWW.UOL.COM.BR - O melhor conteúdo
  WWW.BOL.COM.BR
  WWW.IG.COM.BR
  FUNDAÇÃOLIONS
  COLEGIO SAO FRANSCISCO
  LIXO
  ABEPOLAR
  FEESP
  TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SP
  WWW.DPF.GOV.BR
  GLOBO
  TERRA
  REDEVISÃO
  SANFE-TRANSPORTE E LOGÍSTICA
  BRASPRESS
  PORTAL DO MEIO AMBIENTE
  INATHA CONSULTORIA EMPRESARIAL
  CINE CLUBE SOCIO AMBIENTAL
  LIONS CLUBS INTERNACIONAL
  DEPÓSITO ZONA SUL
  INVICTA
  TURMA DA SOPA
  LIONS CLUBES DISTRITO LC-2
  AQUITETURA
  GOOGLE
  ONG TREVO
  LIONS RJ CAMPO GRANDE
  EMENDAS E SONETOS
  LIONS CLUBE DE PETRÓPOLIS ITAIPAVA
  SOCIEDADE DO SOL
  RECEITA FAZENDA
  SÃO PAULO SP
  FAZENDA SP.GOV.BR
  PREVIDÊNCIA SOCIAL
  BRASILECO PLANETARIO
  IRIS
  GREENPEACE
  TWITTER
  BLOG UMAPAZ
  LOGISTICA SUSTENTAVEL
  YOAON.NIG
  PHYTONATUS
  AVANZI TELECOM
  VEJA OS TRAILER DOS FILMES
  YOUTUBE
  CANAL DO DISTRITO LC-2


VOTAÇÃO
    Dê uma nota para meu blog