Lixo do tsunami do Japão chega a costa dos EUA e Canadá
Lixo do tsunami do Japão chega a costa dos EUA e Canadá
Uma montanha enorme de lixo foi levada para o mar quando o tsunami atingiu o Japão, em março. Os primeiros sinais estão aparecendo do outro lado do oceano Pacífico, na costa dos EUA e do Canadá. Um oceanógrafo, prevendo a chegada de grandes itens, como barcos e até mesmo casas, está incentivando a publicação de fotos dos detritos para ajudar os japoneses a reunir os pertences.
O Brasil lidera ranking mundial em reciclagem de latas de alumínio: em 2010, 97,6% das latas vendidas foram reutilizadas.
O índice brasileiro, segundo a Abal (Associação Brasileira do Alumínio), superou os do Japão, da Argentina, da média europeia e dos Estados Unidos; respectivamente.
"Desde 2001 estamos com índices superiores a 90%, o que mostra que não se trata de uma flutuação. É um índice consistente", afirmou Renault Costa, presidente da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade).
Eduardo Knapp/Folhapress
Em 2010, brasileiros reutilizaram 97,6% das latas vendidas; índice é maior do que muitos países desenvolvidos
Entre 2009 e 2010, houve crescimento de 21% no volume das reciclagens, de cerca de 198,8 mil toneladas para 239,1 mil toneladas --o que equivale a 17,7 bilhões de latas.
Anualmente, consome-se no Brasil, em média, 91 latinhas por pessoa.
A indústria de reciclagem de embalagens de alumínio movimenta aproximadamente R$ 1,8 bilhão --R$ 555 milhões só em em coleta-- e gera cerca de 3.800 empregos.
Os representantes do setor informaram que, para que tal índice seja sustentado, é necessário que a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), de 2010, alinhe as políticas estaduais e municipais sobre a reciclagem de embalagens de alumínio, estimule o mercado de resíduos por meio do fortalecimento e do aperfeiçoamento de cooperativas e fomente a reciclagem por meio de desoneração tributária.
O presidente da Abralatas, Renaut Costa, ainda afirmou que o poder público não deve interferir no setor. Ao contrário, deve reconhecer a eficiência dos sistemas de reciclagem existentes e estimulá-los.
Fiscalização encontra mais um contêiner de lixo hospitalar em PE
FÁBIO GUIBU ENVIADO ESPECIAL A IPOJUCA (PE)
A Receita Federal encontrou nesta quinta-feira, no porto de Suape, em Ipojuca (a 60 km de Recife), mais um contêiner com lixo hospitalar importado dos Estados Unidos. Foi o segundo carregamento do tipo apreendido no porto nos últimos três dias. No total, cerca de 45 toneladas de resíduos estão retidos no local.
O lixo foi importado por uma confecção de Santa Cruz do Capibaribe, cidade do Agreste pernambucano conhecida por suas indústrias têxteis. A documentação dos dois contêineres indicava que o conteúdo seria "tecido de algodão com defeito".
Ao abrir as caixas metálicas, no entanto, fiscais da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da Receita encontraram vários fardos com lençóis sujos de sangue, luvas cirúrgicas, seringas, cateteres, máscaras e gaze usados, entre outros materiais.
Segundo o inspetor chefe da alfândega da Receita Federal em Suape, Carlos Eduardo Oliveira, a mesma empresa que importou os dois contêineres já havia trazido outros seis carregamentos neste ano, também dos Estados Unidos, sem que as cargas fossem vistoriadas.
"Vamos investigar agora o que estava dentro desses seis contêineres", disse ele. As cargas foram embarcadas no porto de Charleston, na Carolina do Sul (EUA), e chegaram a Suape em datas diferentes.
A Receita suspeitou do sétimo carregamento, desembarcado em Suape há cerca de duas semanas, porque a documentação indicava um preço cerca de 50% abaixo do parâmetro mínimo usado pelo governo federal para o tipo do material importado.
O oitavo contêiner, aberto hoje, chegou ao porto na semana passada. A área onde está o lixo hospitalar, no terminal de contêineres de Suape, foi isolada. Policiais federais estão no local.
13/10/2011
FÁBIO GUIBU DE RECIFE
A Receita Federal apreendeu nesta terça-feira (11), no porto de Suape (PE), um contêiner carregado com lixo hospitalar.
A carga veio dos Estados Unidos identificada como "tecidos com defeito". Seria levada a Santa Cruz do Capibaribe, município do Agreste pernambucano conhecido pela grande produção de roupas.
Aberto por auditores fiscais da Receita, o contêiner trazia lençóis sujos, luvas cirúrgicas usadas, além de seringas, drenos e outros objetos.
Receita Federal PE /Divulgação
Contêiner com lixo hospitalar é apreendido no porto de Suape
O nome das empresas envolvidas na importação do lixo não foram divulgados. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi acionada para conferir o material.
O laudo dos peritos será encaminhado à Receita, que decidirá o que fazer em relação ao caso. Há possibilidade de as empresas envolvidas no negócio serem multadas e obrigadas a levar de volta o lixo trazido ao Brasil, como ocorreu, por exemplo, em 2009.
À época, cerca de 40 contêineres com dejetos domésticos vindos da Europa foram apreendidos no porto de Rio Grande (RS) e devolvidos. A importação de materiais considerados de risco para a saúde é proibida no Brasil.
No fim de semana, a Receita Federal também descobriu em Suape uma carga com 530 kg cocaína escondida em meio a sacos de gesso que seriam exportados para um país africano.
Receita Federal PE /Divulgação
Contêiner com lixo hospitalar é apreendido no porto de Suape
Aquecimento Global Entenda o aquecimento Global, Efeito Estufa, conseqüências, aumento da temperatura mundial.
Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.
O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.
Agora somos todos responsáveis pelo descarte de resíduos no país. Tanto quem produz, como quem consome. Por isso, é cada vez mais vital que estejamos bem informados, não só sobre detalhes da nova lei, como, também, sobre como descartar qualquer produto, de forma correta. E mais: com a consciência de que é preciso consumir cada vez menos.
- Computadores e outros eletrônicos encostados em casa podem ser doados a empresas e projetos que recuperam e doam esses equipamentos para escolas. Material sem recuperação segue para a reciclagem.
- Lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio, um metal pesado, e por isso devem ser enviadas para reciclagem específica. As incandescentes, halógenas e de sódio de baixa pressão podem ser recicladas normalmente, mesmo quebradas.
NÃO RECICLÁVEIS Você sabe que alguns materiais e produtos não podem ser reciclados de jeito nenhum? Neste caso, o único destino possível é o aterro sanitário ou o lixão.” Mas claro que tudo depende do local onde você mora. Há lugares no Brasil que pouco reciclam e outros nos quais a coleta está bem avançada. Portanto, informe-se com a prefeitura e as cooperativas sobre as possibilidades de sua região e separe o lixo de acordo com essa orientação”, explica Patrícia Blauth, da ONG Menos Lixo. Se tiver disposição, que tal ampliar essas possibilidades e iniciar uma campanha de conscientização em seu bairro ou na sua cidade? Abaixo, indicamos o que geralmente não dá para reciclar: PAPÉIS - papéis com muita cola, como adesivos tipo “post-it”, etiquetas, fitas crepe e “durex”. A consultora da Menos Lixo explica: “Um envelope com etiqueta e selo é aceito; embora a dica educativa a ser dada é pela simplificação: envelopes sem janela de celofane”; - papel carbono, celofane e manteiga; - guardanapos, papel toalha e papeis higiênicos usados; - papéis metalizados, parafinados e plastificados; - fotografias; - recibos de cartão de crédito e débito. Por isso, é mais legal recusar a sua cópia. PLÁSTICOS - filmes plásticos que embalam objetos e alimentos, limpos ou usados; - cabos de panela; - isopor, mas algumas cooperativas aceitam o de embalagens de eletrodomésticos, apenas; - teclados de computador; - acrílicos; - esponjas e espumas, como as usadas em travesseiros, colchões e almofadas; - sacolas e sacos plásticos sujos, mas checar com prefeituras e cooperativos se os limpos podem ser reciclados. VIDROS - espelhos; - cristais; - vidros temperados; - ampolas de medicamentos - artigos feitos com fibra de vidro, que é usada na fabricação de cestos de lixo, baús de motos, barcos etc; - lentes de óculos. OUTROS - cerâmicas, louças e porcelanas; - tecidos naturais e sintéticos tipo TNT, Perfex e Tyvek; - cotonetes, fraldas e absorventes, limpos ou usados; - cortiças: painéis ou rolhas de bebidas; - peças de couro como sapatos, cintos e bolsas, entre outros; - peças de fibras vegetais como vime, palha, etc. - blisters (cartelas de remédio) e remédios podem ser entregues em farmácias que promovem essa coleta; - pilhas e baterias devem ser descartadas em pontos de coleta especializados - seringas, algodões e gazes usados.
PLÁSTICO NO MAR Um dos grandes problemas das sacolas plásticas no mundo é que cerca de 0,5 % delas acaba em rios, lagos e oceanos. Parece pouco, mas são quase 90 milhões de sacolinhas ao ano que chegam aos mares do mundo, muitas vezes em forma de fragmentos. Além de formar uma fina camada de lixo plástico na água, são ingeridos por animais marinhos, que acabam morrendo.
A jornalista Liana John – que você certamente já conhece do blog Biodiversa – viajou com cientistas para acompanhar suas pesquisas sobre o lixo plástico acumulado no Oceano Atlântico.
- Na hora de ir às compras, leve sua própria sacola retornável, como as de pano ou de plástico durável. Ou use caixas de papelão; há supermercados que as oferecem de graça.
- Você tem sacolas retornáveis em excesso em casa? Deixe algumas no carro, na bolsa ou no trabalho. Assim, você não tem aquela "desculpa" de ter esquecido de levar sua ecobag.
- Sacolas biodegradáveis e oxibiodegradáveis são alternativas às de plástico comum. Prefira as primeiras, feitas à base de vegetais, como batata e mandioca, que podem ser descartadas com o lixo orgânico. As oxibiodegradáveis se fragmentam em pequenos pedaços, mas não há comprovação de que desapareçam totalmente do ambiente, e ainda podem contaminam o solo. (Para saber mais, leia também: O plástico ficou ecológico e O plástico oxibiodegradável é uma boa opção?)
- Leve sua própria caneca, squeeze ou garrafa térmica de casa para a escola, o trabalho... Assim, você ajuda a evitar que copos de plástico e garrafinhas PET se acumulem no local de trabalho.
Afonso Capelas Jr. - - Edição: Mônica Nunes Planeta Sustentável
Atualmente, muito se fala sobre reciclagem, desperdício de água e luz e qualidade do ar. Apesar de toda a divulgação, muitas pessoas acham que o cuidado com a natureza é obrigação apenas do governo e não fazem nada para ajudar. Você sabia que com medidas simples você faz a diferença? Confira algumas ações que colaboram com a preservação da natureza, evitam o desperdício e ainda ajudam você a economizar.
Água
• Atenção aos vazamentos. Consertando os vazamentos de canos e torneiras você economiza cerca de 45 litros de água por dia. • Acumule as roupas para lavar e passar. Desta maneira, você economiza água, luz e seu tempo. • Não desperdice água. Deixe a torneira fechada quando estiver escovando os dentes, ensaboando as mãos e fazendo a barba. • Limpe a calçada com vassoura.A vassoura é mais rápida e prática. Esqueça a mangueira nessa hora. • Balde para o carro. Quando for lavar o carro, utilize um balde e um pano, em vez da mangueira. • Aposte no regador. Para economizar água na hora de regar as plantas, prefira um regador. Para quem busca mais economia, uma outra opção é armazenar a água da chuva para regar as plantas. • Desligue a mangueira quando ela não estiver sendo utilizada.
Você sabia que... Escovar os dentes com a torneira aberta utiliza cerca de 80 litros de água. Lavar a louça com a torneira aberta equivale a 100 litros. Lavar o carro com a torneira aberta por 30 minutos consome 560 litros. Lavar a calçada com mangueira utiliza 280 litros. Banhos longos equivalem ao consumo de 95 a 180 litros de água.
Energia
• Evite o desperdício. Não deixe luzes acesas sem necessidade. Durante o dia, utilize a luz natural. • Desligue os aparelhos da tomada. Mesmo não estando ligados, só de estarem conectados à tomada gastam energia. Isso vale também para os eletrodomésticos em stand by (quando fica acessa a luzinha vermelha ou relógio digital). • Prefira as lâmpadas eficientes. Elas consomem até 75% a menos de energia e duram cerca de 10 vezes mais do que as lâmpadas convencionais. • Tome banhos rápidos. Controlando o tempo do seu banho, você economiza energia e água. • Cuide da geladeira. Troque sempre que for preciso a borracha da sua geladeira e evite ao máximo colocar alimentos quentes dentro dela. Desse modo você impede a perda de calor e economiza energia. • Prefira a escada. Para descer e subir um ou dois andares, prefira utilizar a escada. Assim, você evita o desperdício de energia e ainda mantém a forma.
Dica: Fios mal emendados, desencapados e mal isolados causam a fuga de corrente e, consequentemente, desperdício de energia, além de serem muito perigosos. Fique atento.
Lixo
• Não jogue lixo na rua. Caso não tenha uma lixeira perto, guarde seu lixo até que encontre um local adequado ou até que chegue em casa. • Separe seu lixo. Divida o lixo em materiais orgânicos e recicláveis. Dessa forma, você colabora com a geração de emprego para os catadores e ONGs, além de incentivar a coleta seletiva no seu bairro e a reciclagem de materiais. • Faça um depósito de materiais orgânicos. Com um espaço reservado para o depósito de materiais orgânicos como cascas de frutas, legumes e folhas, você produzirá adubo natural que pode ser utilizado em jardins e plantas. • Seja solidário. Não jogue fora aqueles aparelhos, roupas e sapatos que você não usa mais, doe, eles podem ser úteis para outras pessoas. • Prefira pratos e copos de louça. O plástico, material utilizado nos produtos descartáveis, é um dos maiores poluentes e demora a se decompor no meio ambiente. • Atenção com pilhas e baterias.Pilhas, baterias e aparelhos celulares não devem ser colocados com o lixo comum, pois são compostos por metais perigosos à saúde humana. Procure sempre um posto de coleta. Alguns bancos, lojas de celulares, escolas, postos de gasolina e supermercados possuem espaço destinado ao recolhimento desses produtos.
Saiba mais Confira o tempo que a natureza leva para decompor alguns produtos Papel:de 3 a 6 meses; Pano: de 6 meses a 1 ano; Filtro de cigarro: 5 anos; Chiclete:5 anos; Madeira pintada: 13 anos; Nylon:mais de 30 anos; Plástico: mais de 100 anos; Metal: mais de 100 anos; Borracha: tempo indeterminado; Vidro: 1 milhão de anos.
Não há como deixar de produzir lixo, mas você pode diminuir essa produção reduzindo o desperdício, reutilizando produtos sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva. Colabore.
Transporte
• Transporte público. Por levar muita gente ao mesmo tempo, o transporte público é uma opção menos poluente. • Dê e pegue carona. Compartilhar com amigos, parentes e vizinhos o caminho até o trabalho, além de ser mais econômico e tornar o trajeto mais agradável, também ajuda a diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera. • Regule seu carro. Faça revisões regulares no seu carro. Assim, ele consome menos combustível, polui menos e você economiza mais. • Fique dê olho nos pneus. Andar com os pneus bem calibrados também é uma ótima forma de economizar combustível, dinheiro e diminuir a emissão de gases. Quando os pneus não forem mais úteis, lembre-se de descartá-los em locais adequados: borracharias, algumas lojas de material esportivo e ONGs já fazem o recolhimento desse material. • Carro parado, motor desligado. Ao parar o carro por mais de dois minutos, desligue-o. Não há necessidade de ficar queimando combustível com o carro parado. • Prefira carros flex. Comparado à gasolina, o álcool polui menos o meio ambiente e é melhor para o clima da Terra.
Compras • Aposte na listinha. Fazendo uma listinha de compras antes de ir ao supermercado, além de economizar ou comprando apenas o que realmente precisa, não gera lixo desnecessário. • Não exagere nas sacolas. Um dos grandes problemas mundiais para o meio ambiente é a sacolinha plástica dada nos supermercados. Para colaborar com a natureza, não pegue sacolinhas a mais, utilize apenas o necessário, assim você gera menos lixo. Se puder leve a sua própria sacola para as compras. • Prefira os alimentos orgânicos. Dessa maneira, além de ajudar o meio ambiente, você ainda cuida da sua saúde. Optar também por alimentos da estação é uma ótima maneira de economizar na feira e no supermercado. • Se possível, opte por embalagens econômicas. Por serem menores, o lixo produzido por elas também será. • Use pilhas recarregáveis. Elas duram muito mais tempo e, por isso, produzem menos lixo. • Prefira guardanapos de pano aos de papel. • Economize papel. Sempre que possível, utilize os dois lados da folha e só imprima documentos quando for realmente necessário. • Panfletos na rua. Aceite só quando estiver interessado nas informações. E não se esqueça de jogá-los no lixo, nunca na rua.
Trabalho
• Apague as luzes. Sempre que for sair do trabalho, apague as luzes ou verifique se estão apagadas. Caso não seja o último a deixar o local, lembre seu companheiro de fazer isso. • Ar condicionado. Mantenha sempre o ar condicionado do seu local de trabalho a 25º C, verifique se as janelas do ambiente estão fechadas e se os aparelhos de ar condicionado estão na sombra, pois assim eles consomem cerca de 5% a menos de energia e o ar fresquinho não se mistura com o calor externo. • Computador. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos. O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. • Impressão. Imprima apenas o necessário e corrija os erros ainda na tela do computador. Use o recurso “Visualizar impressão” para verificar os documentos antes de imprimir e, sempre que possível, imprima dos dois lados do papel. • Reutilize. Os versos de folhas impressas ou já utilizadas podem servir para anotações. Etiquetas adesivas podem cobrir endereços em envelopes antigos. Além de extremamente ecológico, é uma atitude que gera uma economia considerável. • Seja ativo. Organize-se com seus colegas e veja quais medidas podem ser adotadas dentro da empresa para beneficiar o meio ambiente. • Passe essas dicas adiante.
Cada tipo de material requer um processo diferente de reciclagem. Confira!
Por Rodrigo Gallo / Ilustrações: Natalia D'olivo
Você sabe para onde vai o lixo reciclado? Algumas cidades possuem caminhões que só recolhem material para este fim. Isso poupa o seu trabalho e, de quebra, dá um destino adequado aos entulhos. Caso o seu município não tenha esse tipo de coleta, vale pesquisar sobre os Pontos de Entrega Voluntária (PEV). Em São Paulo, por exemplo, há 41 ecopontos espalhados pela cidade. E esse número só tende a crescer. Segundo o diretor de coleta seletiva da Prefeitura, Valdecir Papazissis, a meta é instalar os pontos em todos os distritos da capital até o fim de 2012.
A cidade possui ainda quase 4 mil PEVs em supermercados, farmácias, bancos e outros estabelecimentos. Mas atenção: antes de descartar os materiais nesses locais ou entregá-los aos caminhões específicos, é importante que você já tenha feito a triagem em casa, separando os lixos de acordo com os tipos: alumínio, plástico, vidro, lixo orgânico, remédios e outros. De lá, eles serão levados a depósitos específicos para que recebam tratamentos corretos.
Plástico O material é separado de acordo com a cor e o tipo e, em seguida, é moído e triturado. Depois, ele é encaminhado à própria indústria do setor, que o reutiliza. Geralmente, essas empresas pagam um preço relativamente bom pelo plástico reciclado, o que barateia os custos.
Essa prática reflete no bolso dos consumidores, que passam a pagar mais barato por determinados produtos. “O plástico reciclado pode ser utilizado, por exemplo, para fazer embalagens e garrafas de refrigerante”, explica o ecologista e consultor das Organizações das Nações Unidas (ONU) Sabetai Calderoni.
Só em São Paulo há 41 ecopontos espalhados pela cidade prontos para receber os entulhos e destiná-los à reciclagem
Remédios Os itens devem ser levados a postos de saúde ou farmácias, que possuem caixas específicas de coleta seletiva. De lá, materiais como algodão, gaze, seringas e agulhas são encaminhados a uma usina de tratamento, onde são primeiramente descontaminados e, em seguida, conduzidos a aterros. Remédios vencidos são incinerados em usinas preparadas para realizar esse tipo de procedimento. Vale um alerta: se esses materiais forem jogados no lixo, podem contaminar o solo e a água.
Eletrônicos Em média, os brasileiros trocam de computador a cada três anos. As televisões de tubo estão sendo substituídas rapidamente por modelos em LCD. Já os antigos videocassetes foram esquecidos em algum lugar da garagem. O que ninguém sabe é que todos esses eletrônicos podem e devem ser reciclados. Em dezembro do ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto da Política de Resíduos Sólidos que incentiva o consumidor a levar os aparelhos antigos nas lojas onde comprou e, então, o lojista será responsável por encaminhá-los ao fabricante, que por sua vez irá desmontá-los. As peças plásticas e de metal, por exemplo, serão recicladas e reaproveitadas.
Alumínio Esse é, sem dúvida, o material mais reciclado no Brasil. Estima-se que 96% das latinhas são reaproveitadas pela própria indústria de refrigerantes ou cervejas. O processo é bastante simples: o item é levado a uma usina de reciclagem onde é derretido e, posteriormente, transformado em lingotes (massas de metal). Essas peças voltam para a indústria e viram novas latinhas. E não é só isso. O alumínio reaproveitado serve para fazer esquadrias, portas, janelas ou peças automotivas. “O melhor de tudo é que o material pode ser reciclado infinitamente, e isso é bom tanto para a indústria como para a natureza”, conta o engenheiro Robson Romão, especialista em tecnologias de reciclagem.
Separe o lixo em casa Coloque quatro lixeiras de cores diferentes em algum canto da casa. Por exemplo: azul (papel), vermelha (plástico), amarela (metal) e verde (vidro). Isso pode servir como estímulo para que todos os moradores da residência colaborem. Quando as latas estiverem cheias, é hora de descartar os itens em lugares apropriados. Vale uma ressalva: garrafas de plástico, vidros, alumínios e latas de óleos devem ser lavados antes de serem descartados, para que não fiquem restos de líquido ou comida dentro. Além disso, materiais como latas rasgadas, vidros quebrados e outros devem ser acondicionados de forma a não ferir quem for manusear o material no centro de reciclagem.
Pilhas Uma simples pilha demora até 450 anos para se decompor na natureza. Por isso, é mais do que necessário reciclar. Depois de passar por uma triagem, esse material é encaminhado a um laboratório que mói e separa os compostos para a reciclagem. Elementos como mercúrio, zinco e magnésio são purificados por meio de processos químicos, enquanto o níquel volta para a indústria para ser utilizado na fabricação de peças, e o cádmio na confecção de novas pilhas.
Restos de construção Eles podem ser depositados em caçambas e, assim, levados a uma usina de reciclagem. Lá, o material é separado de acordo com o tipo. É possível obter sobras de madeira, plástico, placas de ferro, vigas de aço, entre outras coisas. “Algumas Prefeituras reutilizam a madeira para a construção de novos pontos de ônibus ou mesmo bancos de praças”, explica Sabetai Calderoni. Os metais voltam para sua própria cadeia produtiva. Já o concreto é triturado e aplicado na fabricação de postes, blocos e tijolos.
Você sabia? Muita gente ainda não tem o hábito de reciclar. E é por isso que todos os dias são encontrados lixos e móveis velhos em córregos, piscinões ou largados na rua. Essa atitude piora a qualidade de vida da população e prejudica, ainda mais, o meio ambiente.
Lixo orgânico Cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU) informam que 60% de todo o lixo produzido dentro de uma casa é orgânico. É aquele resto de arroz que sobrou na panela, cascas de batatas e ovos, o bagaço da laranja... Isso pode ser reciclado! “O lixo orgânico é submetido a um procedimento de compostagem ou biodigestão e vira adubo natural”, revela Robson Romão. Além dos benefícios ao meio ambiente, a prática traz vantagens econômicas. “Muitos países, como França e Suécia, utilizam o lixo orgânico para a geração de energia elétrica. Para obtê-la, o composto passa por um processo, onde libera metano, um gás que gera luz”, explica o consultor da ONU.
Os frascos de remédios, gazes, seringas, agulhas e algodões também devem ser reciclados corretamente para não contaminarem o solo e a água
Papel Em um centro de triagem, funcionários removem grampos e clipes que eventualmente estejam grudados nas folhas, para não danificar as máquinas.Ao mesmo tempo, eles eliminam materiais impróprios, como papel parafifinado e sulfurizado (que não podem ser reaproveitados). O resto é triturado, mergulhado na água, peneirado, aquecido a temperaturas elevadas e branqueado. Depois disso, o material é prensado, enrolado e está pronto para voltar à indústria. “A reciclagem do papel é responsável pela geração de centenas de empregos”, arremata Cláudia Luiz Monteiro, diretora de uma cooperativa da zona leste da capital paulista.
Censo orgânico Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o Brasil possui mais de 90 mil produtores orgânicos em atividade. O mesmo levantamento aponta que o País tem uma área total de 4,4 milhões de hectares ocupada por lavoura ou pecuária orgânica. Os números integram o Censo Agropecuário, que questionou os entrevistados sobre a utilização de adubos químicos e orgânicos. A pesquisa colheu dados importantes para que o governo possa desenvolver políticas públicas apropriadas para beneficiar o setor.
Itaipu na luta pelo meio ambiente
Os responsáveis pela Usina de Itaipu, localizada na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, abrem espaço para a população denunciar crimes ambientais, como pesca predatória, incêndios florestais e desmatamento, praticados dentro do território da hidrelétrica. Itaipu está instalada em uma área de 170 mil hectares com cataratas, rios e até mesmo terras cultiváveis; um lugar com uma grande biodiversidade animal e vegetal. Para denunciar, ligue gratuitamente: 0800.645.2002. De segunda a sextafeira, das 8h às 18h.
Biblioteca da natureza O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) colocou em circulação uma “biblioteca móvel” que visita comunidades carentes da região com o objetivo de estimular crianças, jovens e adultos a cuidar do meio ambiente. A ação é feita por meio de livros que ensinam a importância da reciclagem de lixo e a preservação dos recursos naturais. A ideia é criar mais micro-ônibus para ampliar a iniciativa
Fim dos carros poluidores Países europeus propõem acabar com os carros movidos a diesel ou a gasolina até o fim de 2050. O intuito é reduzir a emissão de poluentes na atmosfera. Para isso, esses veículos potencialmente poluidores seriam substituídos por modelos elétricos. Além disso, a malha ferroviária entre as cidades da Europa seria ampliada, o que minimizaria a circulação de transportes mais poluentes. Em terras tupiniquins, uma montadora já realiza testes para a fabricação de carros movidos a energia elétrica.
Selo verde A Associação Telhado Verde e o Green Building Council assinaram um acordo para popularizar o selo de garantia de sustentabilidade para edifícios. Essa certificação, chamada Leadership in Energy and Evironmental Design, tem reconhecimento internacional e é concedida a construções que utilizam sistemas ecológicos, como captação de água da chuva e tinta não poluente. O selo foi criado em 1998 e já certificou 14 mil empreendimentos no mundo. Só no Brasil são mais de 200 prédios com o selo verde.
Preservar o meio ambiente é muito importante para que possamos ter um planeta saudável e rico em recursos naturais no futuro.
Vamos aproveitar este dia e listar quantas ações podemos fazer para colaborar na preservação do meio ambiente. Se todo mundo fizer um pouquinho, podemos contribuir um montão para o mundo!
Segue algumas medidas que podemos facilmente tomar em casa e na escola:
Água
Escovando os dentes - desligue a água enquanto faz a escovação.
Lavando a louça - desligue a água enquanto ensaboa pratos, copos, talheres e panelas.
Tomando banho - nada de banhos muito longos e quando estiver se ensaboando, desligue a torneira.
Energia
Desligue as luzes - ao sair do seu quarto, sala ou cozinha não esqueça de apagar as luzes.
Desligue aparelhos eletrônicos - não deixe a televisão, rádio ou computador ligado caso não esteja sendo utilizado.
Ar condicionado - utilize com moderação!
Lavando roupa suja - dedique dias da semana para lavar a roupa. Assim você utiliza a máquina de lavar em sua capacidade máxima, economizando energia e água ao mesmo tempo.
Passando roupa - também dedique dias da semana para passar roupa. Evitando assim, o liga e desliga.
Lixo
Coleta seletiva - tenha uma atitude bacana. Programe a coleta seletiva na sua casa. É muito fácil, basta separar os lixos em: material orgânico, papel, metal, vidro e plástico.
Desta forma, você estará fazendo uma grande contribuição à mãe natureza, já que este material será reciclado, ou seja, será reaproveitado para a fabricação de novos produtos.
Transportes
As emissões de gases emitidos pelos transportes é muito nociva para a nossa atmosfera. Mas podemos tomar algumas atitudes para contribuir na diminuição da emissão de gases.
A caminho da escola - Utilizar os transportes coletivos é sempre mais saudável para o planeta. Por isto, quanto mais gente utilizar um mesmo veículo melhor. Se você vai de carro para a escola, que tal combinar um rodízio com os colegas que moram perto! Além de ser uma atitude consciente, você aproveita e faz novos amigos!
Relatório aponta necessidade "urgente" de limitar gases do efeito estufa
Leslie Kaufman
Greenpeace lança réplicas de monumentos em praia de Cancún para alertar para as consequências da mudança climática
O establishment científico dos EUA emitiu um duro alerta para a população americana na quinta-feira (12): não só o aquecimento global é algo real, como seus efeitos já estão se tornando sérios e passou a ser “urgente” a necessidade de uma política nacional forte que limite a emissão de gases de efeito estufa.
O relatório, apresentado pelo National Research Council, um braço da National Academy of Sciences, não endossou nenhuma abordagem legislativa específica, mas chegou a dizer que atribuir alguma espécie de preço às emissões de dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa, teoricamente seria um componente essencial de qualquer plano futuro.
“Os riscos associados a se continuar fazendo as coisas da maneira de sempre são uma preocupação muito maior do que os riscos associados a se empreender esforços de resposta ambiciosos, mas calculados”, conclui o relatório. “Isso porque muitos aspectos de uma política ‘excessivamente ambiciosa’ podem ser revertidos ou senão tratados, se necessário, por mudanças posteriores de política, ao passo que mudanças adversas no sistema climático são muito mais difíceis (na verdade, na escala temporal de nossas vidas, pode ser impossível) de se ‘desfazer’.”
O relatório, “America’s Climate Choices” [As escolhas climáticas dos EUA], foi encomendado pelo Congresso muitos anos atrás para oferecer um “conselho voltado para a ação” sobre como a nação deveria reagir às possíveis consequências de uma mudança climática.
Mas a resposta chega em uma época na qual esforços para adotar uma política de mudança climática foram suspensos em Washington, com muitos dos republicanos que controlam a Assembleia manifestando ceticismo em relação à ciência da mudança climática. Outros legisladores, incluindo alguns democratas, se preocupam com o fato de que qualquer nova lei resultaria em preços mais altos para a energia, prejudicando a economia.
O relatório descobriu que, não só a ciência por trás das previsões de mudança climática é sólida, como também são profundos os riscos de uma inação contínua para as gerações futuras. Notou-se que o nível do mar já está se elevando em muitas cidades americanas, e a temperatura média do ar nos Estados Unidos aumentou em 2 graus nos últimos 50 anos.
Os autores do relatório – uma combinação incomum de cientistas do clima, empresários e políticos – disseram que estavam cientes de que a disposição política sobre a mudança climática havia mudado de forma significativa desde a época em que o comitê foi formado, em 2009. Como o relatório também era sobre aconselhamento de políticas, o conselho nomeou mais do que cientistas, incluindo Jim Geringer, um republicano conservador e ex-governador do Estado de Wyoming.
Albert Carnesale, presidente do painel e chanceler emérito da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, disse que esperava que a diversidade do painel e o fato de que muitos dos envolvidos no trabalho não terem uma “inclinação prévia” ajudariam a vendê-lo até para políticos céticos.
“É um problema que deve ser resolvido com urgência, e o que fizemos de diferente foi enxergá-lo como um problema de gerenciamento de risco”, disse Carnesale.
Embora ninguém saiba a forma exata dos riscos, Carnesale explicou, sabemos que eles são reais o suficiente para serem abordados. E que com o tempo eles ficarão mais difíceis de serem abordados. “Não sabemos exatamente quando o tsunami quebrará ou quão alto ele vai ser, mas sabemos que ele está chegando, e devemos nos preparar”, disse.
Mas o representante Joe L. Barton (republicano do Texas), que tem liderado o movimento contra mais regulamentações sobre a emissão de carbono, desprezou as descobertas do conselho em uma entrevista na quinta-feira. “Não vejo nada de substancial nesse relatório que acrescente à base de conhecimento necessária para se tomar uma decisão esclarecida sobre quais passos devem ser tomados para abordar a mudança climática, se é que devem ser tomados”, disse Barton.
Embora o relatório caracterize a mudança climática como um problema em necessidade urgente de atenção, ele deixa as prescrições de política altamente específicas aos legisladores.
Para muitos dos que se preocupam com a mudança climática, esse é um defeito comum de relatórios do gênero. “Esse é um problema clássico – a divisão entre a realidade científica e a coragem política”, disse Paul W. Bledsoe, um conselheiro sênior junto ao Bipartisan Policy Center que trabalhou com essas questões no Congresso e na Casa Branca. “As organizações científicas relutam em pregar prescrições de política detalhadas, ao passo que atores políticos hesitam quanto às realidades científicas”.
O relatório delineou quatro áreas que requerem ações federais imediatas.
Para começar, ele enfatizou que reduzir as atuais emissões de carbono é fundamental para evitar que os Estados Unidos tenham de fazer escolhas desastrosas no futuro. Embora não tenha chegado ao ponto de recomendar uma taxa sobre o carbono, o comitê elogiou sua eficácia.
“Análises sugerem que a melhor forma de amplificar e acelerar tais esforços, e de minimizar custos gerais (para qualquer meta nacional de redução de emissões), está em colocar um preço crescente e abrangente, que cubra uniformemente toda a nação” sobre emissões de carbono, de maneira que leve a “grandes investimentos em eficiência energética e tecnologias de baixo carbono”, escreveu o comitê.
Ele também pediu para que o governo federal exerça um papel muito mais ativo na pesquisa de novas tecnologias e na adaptação da nação às mudanças no mundo natural que já são inevitáveis. Mesmo com uma redução na produção de carbono, disse o relatório, alguma mudança climática continuará a ocorrer.
Ele observou que, enquanto muitas das cidades e Estados americanos estão tomando atitudes para atenuar a produção de carbono e se preparar para condições mais quentes e úmidas, o governo federal poderia ajudar a coordenar essas atividades, ao mesmo tempo em que incentivasse mais pesquisas e desenvolvimento.
“O governo federal”, disse o relatório, “deveria dar início imediato ao desenvolvimento de uma estratégia nacional de adaptação e construir instituições duradouras para implementar essa estratégia e melhorá-la com o tempo.” Por fim, embora esse relatório tenha sido idealizado, ao contrário do IPCC da ONU [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], por americanos para americanos, os autores observaram que a mudança climática é um problema mundial, e que a nação tem a obrigação de permanecer comprometida com a comunidade internacional para encontrar possíveis soluções.
Estudo demonstra a influência da atividade humana nas inundações
Os gases do efeito estufa emitidos à atmosfera por causa da atividade humana aumentaram de maneira significativa a probabilidade de chuvas torrenciais e o risco de inundações locais, segundo duas pesquisas publicadas no último número da revista científica "Nature".
Trata-se das primeiras constatações formais da contribuição da atividade dos seres humanos aos fenômenos hidrológicos extremos.
Até agora, os estudos sugeriam que o aquecimento global da atmosfera induzido pelo homem era parcialmente responsável pelos aumentos nos níveis de precipitações.
No entanto, e devido à disponibilidade limitada de registros diários, a maioria dos estudos realizados sobre este tema só examinavam a potencial detecção das mudanças pluviométricas através de modelos de comparação.
Francis Zwiers e seus colegas da Universidade de Victoria,no Canadá, estudaram as precipitações registradas entre 1951 e 1999 na superfície terrestre do hemisfério norte, incluindo o norte do continente americano e a Eurásia, incluindo toda a Índia.
A conclusão foi que os gases do efeito estufa tiveram uma influência muito significativa na intensificação das chuvas em dois terços das superfícies estudadas.
Em um estudo paralelo, o professor Pardeep Pall e um grupo de especialistas da Eidgenössische Technische Hochschule de Zurique (Suíça) estudaram as inundações registradas no Reino Unido em outubro e novembro de 2000, o outono mais úmido na Inglaterra e no País de Gales desde o início dos registros, em 1766.
Utilizando milhares de modelos de simulação para recriar os diferentes cenários meteorológicos que podiam ter ocorrido no outono de 2000, chegaram a conclusão que "embora a magnitude precisa da contribuição antropogênica continue sendo incerta", tudo parece indicar que a influência humana é decisiva.
"Em nove de cada dez casos, os resultados de nossos modelos indicaram que as emissões antropogênicas de gases do efeito estufa aumentaram o risco de inundações na Inglaterra e em Gales em mais de 20%, e em dois de cada três casos em 90%".
Mylles Allen, professor da Universidade de Oxford, escreveu na "Nature": "não podemos dizer com uma certeza absoluta qual é exatamente a influência dos seres humanos neste processo".
"Mas é uma contribuição razoavelmente substancial ao risco de inundações no Reino Unido", acrescentou Allen, que considerou que as conclusões deste estudo podem ser úteis no futuro, já que permitirá saber quais inundações são consequência direta da mudança climática e quais podem ser atribuídas ao "azar".
O professor Mark Maslin, codiretor do Instituto do Meio Ambiente da University College de Londres, comentou que, até o momento, os cientistas sempre manifestaram que não há um fenômeno climático extremo que possa ser relacionado de maneira definitiva com a mudança climática originada pelo homem.
"Isto é assim porque sempre houve fenômenos climáticos extremos e atribuí-los a eventos individuais é muito difícil. O estudo na 'Nature' muda isto da raiz", explicou.
"Ao desenvolver milhares de modelos de simulação, demonstraram que a mudança climática induzida pelo homem teve, sem dúvida, uma influência significativa nas destrutivas inundações registradas no Reino Unido no ano 2000", indicou Maslin. "Estes estudos enviam uma mensagem científica muito clara aos políticos de que a magnitude das enormes inundações registradas no mundo aumentou pela mudança climática antropogênica".
A idéia de um sistema subterrâneo de coleta de lixo em Barcelona é de 1992, quando a cidade sediou os Jogos Olímpicos. Desde então, o projeto tem sido implantado sistematicamente e 70% da área metropolitana já possui bocas de lixo conectadas diretamente aos centros de coleta. Plástico, latas e papel são reciclados e o lixo orgânico vira energia. Em cinco anos, a capital da Catalunha eliminará definitivamente os caminhões de lixo.
- Água - Recursos Hídricos As fontes hídricas são abundantes, porém mal distribuídas na superfície do planeta. Em algumas áreas, as retiradas são bem maiores que a oferta, causando um desequilíbrio nos recursos hídricos disponíveis.
Água A água pura (H2O) é um líquido formado por móleculas de hidrogênio e oxigênio. Na natureza, ela é composta por gases como oxigênio, dióxido de carbono e nitrogênio, dissolvidos entre as moléculas de água. Também fazem parte desta solução líquida sais, como nitratos, cloretos e carbonatos; elementos sólidos, poeira e areia podem ser carregados em suspensão. Outras substâncias químicas dão cor e gosto à agua. Ions podem causar uma reação químicamente alcalina ou ácida. As temperaturas apresentam variação de acordo com a profundidade e com o local onde a água é encontrada, constituindo-se em fatores que influenciam no comportamento químico. Subentende-se água como sendo um elemento da natureza, recurso renovável, encontrado em três estados físicos: sólido (gelo), gasoso (vapor) e líquido. As águas utilizadas para consumo humano e para as atividades sócio-econômicas são retiradas de rios, lagos, represas e aqüíferos, também conhecidos como águas interiores. Classificação Mundial das Águas Água doce Apresenta o teor de sólidos totais dissolvidos (STD) inferios a 1.000 mg/L Salobras Apresenta o teor de sólidos totais dissolvidos (STD) entre 1.000 e 10.000 mg/lL SalgadasApresenta o teor de sólidos totais dissolvidos (STD) superior a 10.000 mg/L
Origem geológica e biológica A vida surgiu no planeta há mais ou menos 3,5 bilhões de anos. Desde então, a biosfera modifica o ambiente para uma melhor adaptação. Em função das condições de temperatura e pressão que passaram a ocorrer na Terra, houve um acúmulo de água em sua superfície, nos estados líquido e sólido, formando-se assim o ciclo hidrológico. Os continentes representam a litosfera; a água existente na Terra forma a hidrosfera; cada um dos pólos (Ártico e Antártico) e os cumes das montanhas mais altas apresentam um cobertura de gelo e neve denominada criosfera; a massa de ar que cobre a Terra é chamada de atmosfera, e a vida existente no planeta forma a biosfera. O oxigênio tem por propriedade ser reativo, ou seja, unir-se a quase todos os outros tipos de átomos: o hidrogênio, o carbono e um grande número de metais e metalóides. Em conseqüência a este fato, quando a Terra se formou, não havia oxigênio livre na atmosfera primitiva, mas somente óxidos voláteis, como gás carbônico, água e outros compostos de hidrogênio, como metano e amoníaco. Volume de água A quantidade total de água na Terra é distribuída da seguinte maneira: 97,5% de oceanos e mares;
2,5 de água doce;
68,9% (da quantidade geral de água doce) formam as calotas polares, geleiras e neves eternas que cobrem os cumes das montanhas altas da Terra;
29,9% restantes de água doce constituem as águas subterrâneas
0,9% respondem pela umidade do solo e pela água dos pântanos
Características da água A caracterização da água começa a se compor ainda em seu trajeto atmosférico. As partículas sólidas e os gases atmosféricos de várias origens são dissolvidos pelas águas que caem sobre a superfície da Terra em forma de chuva, neblina ou neve. Contudo, muitas destas características são alteradas mesmo que inconscientemente pelo homem. O uso intensivo de insumos químicos na agricultura, a poluição gerada pelas indústrias e pelos grandes centros urbanos concentram alguns gases na água das chuvas, resultando na chamada chuva ácida, causadora de danos ao ambiente natural e antrópico. Isso ocasiona também a escassez de água para consumo, fazendo com que os aspectos qualitativos da água sejam cada vez mais preocupantes nas regiões muito povoadas. As fontes hídricas são abundantes, porém mal distribuídas na superfície do planeta. Em algumas áreas, as retiradas são bem maiores que a oferta, causando um desequilíbrio nos recursos hídricos disponíveis. Essa situação tem acarretado uma limitação em termos de desenvolvimento para algumas regiões, restringindo o atendimento às necessidades humanas e degradando ecossistemas aquáticos. Os recursos hídricos são de fundamental importância no desenvolvimentno de diversas atividades econômicas. A água pode representar até 90% da composição física das plantas; a falta de água pode destruir lavouras. Na indústria, as quantidades de água necessárias são superiores ao volume produzido. A utilização de métodos para o tratamento da água é viável; porém, podem produzir problemas cujas soluções são difíceis, pois que afetam a qualidade do meio ambiente, a saúde pública e outros serviços. Por sua vez, as águas das bacias hidrográficas não são confiáveis e recomendáveis para o consumo da população por não possuírem as características padrões de qualidade ambiental. As fontes hídricas são abundantes porém, mal distribuídas na superfície do planeta. Em algumas áreas, as retiradas são bem maiores que a oferta, causando um desequilíbrio nos recursos hídricos disponíveis. Essa situação tem acarretado uma limitação em termos de desenvolvimento para algumas regiões, restringindo o atendimento às necessidades humanas e degradando ecossistemas aquáticos. Os recursos hídricos são de fundamental importância no desenvolvimentno de diversas atividades econômicas. A água pode representar até 90% da composição física das plantas; a falta de água pode destruir lavouras; na indústria as quantidades de água necessárias são superiores ao volume produzido. Redação Ambiente Brasil
Lave e amasse as latas de alumínio antes de colocar na reciclagem
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Poluir ou cuidar do meio ambiente é uma decisão pessoal, e nossas atitudes do dia a dia vão definir a qualidade de vida que teremos no futuro. O ideal, claro, seria todos viver numa “eco-casa”, auto-sustentável no fornecimento de energia elétrica, calefação, alimentos e tratamento de resíduos. Porém, isto não é possível para a maioria das pessoas.
Por exemplo, cada indivíduo produz mais de 1 kg de resíduos por dia nos grandes centros urbanos, sendo que mais de 40% são embalagens de produtos feitas com materiais 100% recicláveis como plásticos, papéis, papelão e todo tipo de metais e vidro. Nós somos parte do problema e também podemos ser parte da solução. E aqui está a grande mudança: precisamos considerar os resíduos como recursos.
Uns cinco minutos diários no cuidado do material reciclável é suficiente para fazer a nossa parte. Confira algumas dicas:
- materiais recicláveis não devem se misturar com resíduo orgânico (molhado). Isso contamina o material e dificulta a reciclagem;
- embalagens de papelão, latinhas de alumínio ou aço e garrafas plásticas podem ser amassadas, mas precisam ser limpas Andes do descarte. Faça isso na hora de lavar a louça;
- papel e o papelão devem ser empilhados sem ser amassado, sempre que possível;
- embalagens multilaminadas de sucos e leite são recicláveis e podem ser transformadas em telhas, chapas de aglomerado impermeável e até em matéria-prima novamente (papel, alumínio e parafina). Então não deixe de lavar e colocar na reciclagem
Claro que tudo isto é mais complicado quando vivemos em um prédio e o síndico tem que cuidar de todo o material descartado de todas as famílias integrantes do condomínio. Mas você pode contribuir separando seu lixo corretamente. Este é um trabalho pessoal. Ainda assim, melhor seria não ter o que descartar. Devemos evitar ao máximo o uso de embalagens, comprando, por exemplo, a granel.
Reduzir o volume de material descartado, facilita seu transporte e mais resíduos podem ser transportados. Por exemplo, se tenho um filtro de água em casa, não necessito comprar garrafas de água no supermercado. Recarregar uma única garrafa evitará que compremos e descartemos mais de 20 garrafas plásticas ou de vidro por semana.
Cada um de nós tem que estar consciente da quantidade e qualidade de resíduos que geramos por dia, pois, seguramente, temos possibilidades de reduzir esta quantidade e parte do que estamos descartando é muito útil para outras pessoas.
Ah, e para ir até a padaria você pode colaborar a minimizar o trânsito e se exercitar indo de bicicleta ou à pé. Divulgue estas ideias, mande por e-mail para amigos e espalhe por suas redes sociais.
Sem alternativa, comunidade usa água contaminada por agrotóxicos no interior do Ceará
Kamila Fernandes Especial para o UOL Notícias Em Fortaleza
Incolor, inodora, insípida. Assim é a água que a comunidade de Tomé, no alto da Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte (a 198 km de Fortaleza), recebe nas torneiras de todas as suas casas. Contudo, ao analisar 46 amostras dessa água retiradas de diferentes pontos de distribuição, um estudo da Faculdade de Medicina da UFC (Universidade Federal do Ceará) constatou que em todas há resquícios de diferentes tipos de defensivos agrícolas, o que faz dessa água uma ameaça à saúde de todos que a ingerem.
Supostamente por denunciar esse fato, o líder comunitário José Maria Filho, conhecido como Zé Maria do Tomé, foi morto com 19 tiros em abril do ano passado, crime até hoje impune. E agora, o Ministério Público do Estado do Ceará ingressou na Justiça uma ação civil pública para pedir a suspensão imediata da entrega dessa água aos moradores do local e sua substituição por água potável, própria para o consumo, nem que seja por carros-pipa.
A água, distribuída pelo SAAE (Sistema Autônomo de Água e Esgoto) de Limoeiro do Norte, é retirada de canais do projeto de irrigação Jaguaribe-Apodi, do Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas). Nesse projeto, estão instaladas empresas nacionais e multinacionais que produzem frutas e grãos e que pulverizam agrotóxicos nas plantações, tanto com o auxílio de tratores como de aviões. Da mesma forma que atingem as lavouras, esses defensivos caem na água, que corre a céu aberto entre os lotes irrigados, até chegar nas casas das famílias de Tomé.
A água é cobrada regularmente pelo SAAE. “Em síntese, o SAAE de Limoeiro do Norte cobra pelo serviço de fornecimento de água, o qual vem prestando de forma absolutamente ineficiente, pois fornece água imprópria ao consumo humano aos consumidores residentes na comunidade do Tomé”, diz a ação civil pública assinada pela promotora Bianca Leal Mello da Silva Sampaio.
A permissão para o uso da água é dada pela Fapija (Federação das Associações do Perímetro Irrigado Jaguaribe-Apodi), que, em troca, recebe do SAAE o equivalente aos custos da energia elétrica do projeto de irrigação, cerca de R$ 350 mil por mês. Apesar de fornecer a água, o próprio presidente da Fapija, Raimundo César dos Santos, não garante que ela é potável. “Essa é uma água de uso exclusivo para irrigação. A gente não se responsabiliza por ela”, afirmou, minimizando, em seguida, o tom de alerta da própria fala. “Fizemos um estudo de R$ 1.500 nessa água e não encontramos nada de errado. E lá está disponível para qualquer cidadão atestar isso também.”
Em frente a um das piscinas do projeto que funcionam como reservatório, porém, a própria entidade mandou instalar placas com os seguintes dizeres: “Atenção, água não potável” e “Atenção, proibido banho e pesca”.
Santos justifica a permissão para o uso da água para abastecimento humano como uma forma de viabilizar o uso da energia elétrica para o bombeamento para irrigação. “Estamos no alto da Chapada do Apodi, a 110 metros de altitude, e toda a água que passa pelos 40 quilômetros de canais precisa ser bombeada o tempo todo. São 4.800 metros cúbicos de água por hora e sete bombas. Se não for assim, não dá para ter plantação de nada”, afirmou.
Danos à saúde
O estudo do grupo Tramas, da Faculdade de Medicina da UFC, constatou a presença de 22 princípios ativos de agrotóxicos na água consumida pela comunidade de Tomé, assim como em outras quatro localizadades. Entre os defensivos há inseticidas, fungicidas, herbicidas e acaricidas. Eles são usados, segundo o geógrafo Diego Gadelha, do curso de Saneamento Ambiental do IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará), especialmente para combater uma praga das plantações de banana, a sigatoka-amarela, um fungo que aparece nos bananais em períodos chuvosos, por causa da umidade.
Quando há pulverização aérea, o veneno não atinge só a água. As casas dos moradores da região também são afetadas, além dos próprios moradores. A pulverização com trator também não evita estragos. “Há um estudo da Cogerh (Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará) que mostra que água subterrânea, de poços, também está contaminada. Com isso, os animais, os alimentos, as pessoas, tudo está sendo atingido. E os danos vão aparecer principalmente a longo prazo, já que o veneno fica se acumulando no organismo”, disse.
Para alguns que trabalham na agricultura, os sintomas, porém, já são visíveis. Pelo menos 17 pessoas na comunidade tiveram câncer, doença que pode estar relacionada à exposição prolongada aos agrotóxicos. Outros apresentaram doenças como dermatites, desregulação hormonal, dificuldades respiratórias e insuficiência do fígado e dos rins. Um agricultor de 29 anos morreu por uma doença crônica no fígado. Em todos esses casos, percebeu-se a influência de substâncias usadas nos defensivos agrícolas.
Depois da morte de Zé Maria com 19 tiros, bem na época em que foi divulgado o estudo da UFC comprovando a existência de agrotóxicos na água entregue no Tomé, a população dali – cerca de 2.000 pessoas - ficou assustada. Ainda assim, todo dia 21, data em que o líder da comunidade foi morto, acontece uma manifestação na região.
A constatação de que a água está imprópria para o consumo humano, porém, não fez com que a maioria parasse de usá-la. “Há uns três meses, a prefeitura começou a mandar água em carros-pipa para abastecer caixas d'água da localidade. Só que, aos poucos, como não é nada simples sair de casa com o balde para buscar água, as pessoas voltaram a usar a da torneira. E a própria prefeitura, há um mês, deixou de abastecer de novo os reservatórios com água potável”, disse o geógrafo Gadelha. “Como os problemas não surgem do dia para a noite, todos vão usando”, completou.
Para o presidente do SAAE, Antônio Mauro da Costa, as pessoas querem a água ali, e não há agora outra forma de levar se não retirando do projeto de irrigação. A única alternativa seria a construção de uma adutora, no valor de R$ 7,5 milhões, dinheiro que ainda não tem previsão de ser conseguido. Costa afirma que também tem estudos que mostram que a água é boa para o consumo, apesar de a Fapija ter instalado placas informando que ali a água não é potável.
“Se ali a água é contaminada, a do rio Jaguaribe também é, e a dos outros afluentes e de toda região do Vale do Jaguaribe também são, porque aqui existe a maior empresa a céu aberto do Nordeste, onde mais de 10 mil pessoas são empregadas. E a luta é para se aumentar a área irrigada. Se não puder mais usar os defensivos, tudo isso vai acabar”, disse Costa.