Criado à beira da Baía de Guanabara, sobre área de manguezal --o berçário da vida marinha-- e cercado pelos rios Iguaçu e Sarapuí, o Aterro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, é a síntese de tudo o que não deve ser feito a respeito de descarte de lixo.
Nos últimos 34 anos, todo o resíduo produzido pelo Rio de Janeiro e outras quatro cidades da Baixada Fluminense foi deixado ali. O resultado é uma montanha que alcança 60 metros de altura, no ponto mais alto, espalhada por 1,3 milhão de metros quadrados, assentada sobre um terreno gelatinoso, formado de argila.
Diante do risco de desastre ambiental, a desativação do maior lixão da América Latina é o grande compromisso assumido Pela prefeitura do Rio às vésperas da Rio+20.
A data prevista, amanhã, teve de ser adiada, no entanto, para maio para que um problema social seja resolvido --cerca de 1.400 pessoas sobrevivem da separação do lixo e tem de ser indenizadas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Rios de 11 Estados brasileiros foram analisados pela equipe da Fundação SOS Mata Atlântica e nenhum obteve resultado satisfatório na qualidade da água. Foram realizadas 49 avaliações no Ceará, Piauí, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Nenhum dos pontos de coleta conseguiu a soma necessária para alcançar os níveis “bom” ou “ótimo” --75,5% foram classificados como “regular” e 24,5% no nível “ruim”.
Os melhores resultados foram: Rio Santa Maria da Vitória, em Vitória (ES); Rio Paraíba do Sul, em Resende (RJ); Bica da Marina, em Angra dos Reis (RJ); Arroio Jupira, em Foz do Iguaçu (PR); e do Rio Camboriú, na cidade de Balneário Camboriú (SC), todas com 33 pontos.
Os resultados mais baixos ficaram para os rios Criciúma, na cidade de Criciúma (SC), com 23 pontos, e o Itapicuru Mirim, em Jacobina (BA), com 24 pontos.
“Desde maio de 2009 o projeto tem realizado análises como estas e ainda não chegamos a um rio classificado ao menos como bom. Se compararmos os resultados atuais com os anteriores, verificamos que não há grandes mudanças, o que mostra a necessidade de ações que contribuam para a conservação e a melhoria da qualidade de nossas águas”, disse Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Rede das Águas, da SOS Mata Atlântica.
Análises A cada semana, o projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante” visita uma cidade diferente e promove atrações gratuitas com a população local. Entre as atividades está a seleção de um ou mais corpos d’água locais para serem analisados. Essas avaliações têm o objetivo de checar a qualidade dos rios, córregos, lagos e outros corpos d’água das cidades e, desta forma, alertar a população sobre a real situação do local onde vive. Para realizar a análise, a equipe conta com um kit de monitoramento desenvolvido pelo Programa Rede das Águas da própria ONG.
O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). Os níveis de pontuação são compostos pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), obtido pela soma da pontuação de 14 parâmetros físico-químicos, biológicos e de percepção, avaliados com auxílio do kit.
Em cada análise são avaliados a temperatura, turbidez, espumas, lixo, odor, peixes, larvas e vermes brancos ou vermelhos, coliformes totais, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, potencial hidrogeniônico, níveis de nitrato e de fosfato. Cada um destes parâmetros pode acrescentar de um a três pontos, obtendo o mínimo de 14 e máximo de 42 pontos.
Principais alterações de resultados O ano de 2011 marcou o início do terceiro ciclo anual do projeto itinerante da SOS Mata Atlântica. Neste ciclo, a exposição revisitou algumas cidades e realizou uma nova coleta de água em rios já avaliados pela equipe. Alguns destes resultados tiveram grandes alterações, como é o caso do Córrego Bom Retiro, em Londrina (PR); do Rio Tietê, em Itu (SP); e do Rio Santa Maria da Vitória, Vitória (ES), que ganharam sete pontos em suas análises e passaram da classificação “ruim” para a “regular”.
Outras avaliações com grandes alterações foram as dos rios Criciúma, em Criciúma (SC), que perdeu cinco pontos, e Paquequer, em Teresópolis (RJ), com quatro pontos a menos. Ambos caíram da classificação “regular” para “ruim”.
A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões & Ônibus.
“A água é essencial para a vida. Não podemos tratá-la como se fosse uma lata de lixo onde jogamos nossos esgotos e o que simplesmente não queremos mais. O cuidado com os recursos hídricos deve ser feito por todos”, destaca Malu.
Uma grande preocupação é com relação à proposta de alterar o Código Florestal, que está atualmente na Câmara. O texto coloca em risco esses importantes ambientes ao propor a consolidação de ocupações irregulares em manguezais ocorridas até 2008, consolidar ocupações urbanas nessas áreas e permitir novas ocupações, sendo 35% em manguezais do Bioma Mata Atlântica e 10% na Amazônia.
Fabricante terá de recolher pilhas em lojas de varejo
02/03/2012-09h30
Fabricante terá de recolher pilhas em lojas de varejo
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CLAUDIA ROLLI DE SÃO PAULO
Fabricantes e importadores de pilhas assinaram acordo com o governo do Estado de São Paulo para recolher o material descartado por consumidores e expandir pontos de coleta instalados no comércio paulista.
O acordo faz parte da política estadual de resíduos sólidos, de 2006, que prevê que a indústria se responsabilize pelo recolhimento, pelo tratamento e pela destinação final dos resíduos que produz.
Outros três setores também se comprometeram com a coleta de dejetos: o de embalagens plásticas de óleos lubrificantes, o de embalagens de produtos de higiene pessoal, cosméticos e material de limpeza e o de embalagens de agrotóxicos. A expectativa é que mais nove setores assinem acordos ainda neste ano.
"A ideia é estimular parceria da indústria com o varejo para que todos assumam a responsabilidade na coleta de resíduos. Os acordos serão acompanhados pela Cetesb", diz Flávio Ribeiro, assistente-técnico da Secretaria de Meio Ambiente do Estado.
Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress
A Abinee, associação que representa aos fabricantes de pilhas e baterias de uso doméstico, tem programa de coleta em 1.068 pontos do país. A meta é ampliar os postos de coleta no Estado de 400 para 500 até dezembro. Atualmente, três redes de supermercado fazem a coleta e participam do programa "Abinee recolhe pilhas" --Carrefour, Pão de Açúcar e Walmart.
"Desde 2011, recolhemos 120 toneladas de pilhas por meio da empresa GM&C, que gerencia a coleta, separa o material por fabricante e envia para a reciclagem", diz André Saraiva, diretor da Abinee. O custo é rateado entre as 11 marcas que integram o programa da associação.
O Brasil consome 1,2 bilhão de pilhas e baterias por ano. Para o setor, o maior problema é que parte das pilhas coletadas são pirateadas.
"Do total consumido, 400 milhões são falsificados e têm níveis de metais pesados acima do permitido, o que dificulta a reciclagem ", diz Saraiva. A empresa responsável pela coleta já identificou 213 marcas de pilhas que entram no país de forma ilegal.
Perguntas mais frequentes sobre a extinção das sacolas plásticas descartáveis derivadas de petróleo.
1- O que foi firmado entre a Secretaria do Meio Ambiente (SMA) e a Associação Paulista de Supermercados (APAS)? A SMA e a APAS firmaram um protocolo de intenções que prevê o fim do uso das sacolinhas plásticas descartáveis derivadas de petróleo nas redes filiadas a APAS e o estímulo para que as pessoas usem alternativas como a “Ecobag”, uma sacola reutilizável, caixas de papelão, sacos e sacolas de papel, mochilas, sacola de feira, entre outras ambientalmente sustentáveis. A ideia é que possamos atingir esse objetivo por meio de convênio e não através de lei. Ou seja, conversando com o setor, estabelecendo prazos. Queremos motivar o setor a adotar essa iniciativa, assim como vários municípios já fizeram, como, por exemplo, Belo Horizonte e Jundiaí (SP). São Paulo será o primeiro Estado a adotar esse procedimento. Para isso foi criado um grupo de trabalho, por meio da resolução 15/2011 da SMA, publicada no Diário Oficial em 21/04, que discutiu junto ao setor medidas a serem adotadas nos próximos meses, visando a substituição das sacolas de plásticos derivadas de petróleo.
2- Como surgiu esse protocolo? Desde quando existe essa discussão? A importância de se utilizar materiais biodegradáveis para preservar o meio ambiente já é uma discussão antiga, inclusive mundialmente. Cada vez mais os países mudam seu estilo de vida em prol de produtos ecologicamente corretos. No Brasil não foi diferente, e São Paulo, com seu perfil pioneiro em questões ambientais, colocou o assunto em pauta. O município de Jundiaí já foi palco do projeto piloto, que teve grande aceitação popular, e com base nesses resultados tomou-se a decisão de estender o projeto para todo o território estadual.
3- O que o governo espera com a “medida”? Diminuir os impactos ambientais causados pelo uso das sacolas descartáveis derivadas de petróleo, tanto pelo seu processo de produção quanto no seu descarte, que afetam pessoas, sociedades e ecossistemas. O Estado tem ainda a responsabilidade de conscientizar a população sobre as consequências dos seus próprios hábitos de consumo. Paralelamente, alternativas para o uso das sacolas descartáveis serão incentivadas para que, futuramente, exista o fim definitivo desse derivado de petróleo.
4- Haverá um prazo para que as sacolinhas de plásticos derivadas de petróleo deixem de ser distribuídas nos supermercados? Sim, haverá um prazo de 180 dias a partir da assinatura do convênio. Ou seja, as redes de supermercados terão até o mês de novembro (o protocolo foi assinado em 9 de maio) para deixar de distribuir as sacolinhas plásticas derivadas de petróleo. É durante esse período que, mediante campanhas de conscientização, espera-se desenvolver na sociedade o hábito de utilizar recipientes retornáveis para o transporte das compras. Ainda, o grupo de trabalho formado vai analisar as opções viáveis para apresentar à população.
5- Qual a quantidade de sacolas plásticas derivadas de petróleo são utilizadas no estado de São Paulo? Em São Paulo, o consumo mensal está na casa dos 2,4 bilhões, o que corresponderia, em uma conta simplificada, a 59 unidades por pessoa. O País já produz mais de 500 mil toneladas anuais de plástico filme (matéria-prima das sacolinhas plásticas derivadas de petróleo), produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD), resultando na produção de 135 bilhões de sacolas. Calcula-se que cerca de 90% desse material, com degradação indefinida, acaba servindo de lixeiras ou viram lixo.
6- O plástico demora uma média de 100 anos para se desfazer. Os alternativos são soluções melhores para o meio ambiente? As sacolas descartáveis são responsáveis por diversos impactos ambientais. A gestão incorreta do seu descarte causa entupimentos de galerias e bueiros, a poluição das águas, prejuízo a vida de animais marinhos e poluição do solo. Somados a isso, o plástico é um derivado do petróleo, que é uma fonte de energia não renovável, e para sua produção é utilizado um grande volume de água e são gerados resíduos industriais. É claro que há outros produtos feitos de plástico e é ilusório afirmar que em um período curto de tempo poderíamos diminuir nosso impacto ambiental no planeta. Porém, as sacolas descartáveis derivadas de petróleo têm como finalidade o transporte de compras e o subseqüente armazenamento de lixo caseiro, por essa finalidade, podem ser substituídas por meios mais ecologicamente corretos. As sacolas retornáveis são a melhor opção, pois podem ser reutilizadas diversas vezes, diminuindo a necessidade de mais produção e, consequentemente, causando menos impactos ambientais. A produção de lixo também diminui, já que a quantidade descartada é menor. Na falta destas, caixas de madeira, papelão e até sacolas feitas de amido são biodegradáveis, e gerariam menor poluição sólida, já que, em pouco tempo, se decompõem e se misturam ao solo. Talvez ao custo de uma certa praticidade, mas com a mesma funcionalidade, e com o comprometimento com o ecossistema e gerações futuras. Justifica-se, portanto, o objetivo de erradicação das sacolas descartáveis derivadas de petróleo.
7- Quais são as alternativas à sacola plástica? A ideia não é banir o plástico, pois geraria um impacto grande à vida urbana a curto prazo. O aspecto aqui é tentar diminuir ao máximo o impacto ambiental na natureza, sem atrapalhar a vida do cidadão. Adaptações definitivamente serão necessárias, mas acreditamos que as sacolinhas descartáveis derivadas de petróleo não oferecem benefício suficiente que justifique o prejuízo que causam ao meio ambiente. Portanto, por ora, devido ao aspecto custo x benefício, serão os únicos produtos que têm seu uso “desestimulado”. Além disso, há diversas alternativas como as sacolas retornáveis, as ecobags, reutilizáveis, caixas de papelão, mochilas, carrinhos e sacolas de feira e toda embalagem que puder ser utilizada por muitas vezes, entre outras.
8- Quanto custará e quem pagará? Novamente, a ideia não é substituir as sacolinhas descartáveis derivadas de petróleo, e sim mudar os hábitos de consumo. Se o cidadão leva consigo uma caixa de papelão, uma sacola retornável (como as de feira), uma mochila, ou qualquer outro meio encontrado para transportar suas compras, o custo é zero. Na falta destes, alternativas estão sendo analisadas e desenvolvidas pelo grupo de trabalho para, então, serem apresentadas ao consumidor.
9- As embalagens ambientalmente corretas serão vendidas ou dadas de forma gratuita pelas redes de supermercados? A cobrança é uma decisão de mercado e não governamental. É claro que os estabelecimentos que distribuírem gratuitamente as opções de embalagens contarão com adesão e fidelidade do consumidor. Mas é importante estimular o uso das diversas alternativas viáveis, como sacolas retornáveis e caixas de papelão também.
10- O governo pensa em outras soluções para o lixo? O mundo todo pensa em soluções para o lixo. Com o aumento da população e do consumo, aumenta a produção de resíduos sólidos. Este é um grande desafio enfrentado por governantes de todos os países e não há uma medida única para solucionar o problema. Há sim ações que podem minimizar seu volume. O Governo do Estado trabalha com projetos de Educação Ambiental, para conscientizar principalmente os jovens sobre a importância de uso e consumo sustentáveis e coleta seletiva. O projeto Município Verde Azul, que apóias os municípios com medidas sustentáveis. De uma maneira geral, a SMA está sempre pensando em soluções viáveis para tornar o Estado de São Paulo sustentável e fazer sua parte pra salvar o planeta.
11- Qual será o impacto ambiental com a retirada de circulação das sacolas descartáveis derivadas de petróleo? Como mencionado, o destino final das sacolas plásticas derivadas de petróleo são aterros sanitários e ruas, devido a gestão incorreta do seu descarte. Nos aterros, as sacolas não se desintegram, mas os resíduos contidos dentro delas sim. Isso acaba gerando gás metano que, emitido na atmosfera, é um dos causadores do efeito estufa. Das vias públicas, além de serem as responsáveis por entupimentos e consequentes enchentes, as sacolas seguem para galerias, tubulações e finalmente rios e mares, onde acabam prejudicando a vida aquática. Esses são os impactos ambientais que serão contidos com a diminuição do consumo de sacolas descartáveis. Há ainda a diminuição dos impactos ambientais referentes à fabricação do produto, como diminuição da extração dos recursos naturais, uso da água, geração de resíduos, efluentes e emissões industriais, entre outros.
12- Considerando o ciclo de vida e o material utilizado na confecção das sacolas alternativas (biodegradável, sacolas de algodão, ecobags, sacos de papel, retornáveis) elas são mais sustentáveis que as de plásticos? Sim, exatamente por não serem descartáveis e sim reutilizáveis, o consumo diminui, reduzindo assim a energia para a sua produção e o volume de lixo. Ainda, como já mencionado, economizam recursos naturais, por ter como matéria prima o petróleo, não renovável. É importante ressaltar que, para ser sustentável, qualquer que seja a alternativa adotada pelo consumidor, o mais importante é reutilizar, reduzindo o consumo e gerando menos lixo
13- Hoje o consumidor usa a sacola para acomodar o lixo doméstico e outros fins. Além de possibilidades de reutilização consegue economizar por não pagar por elas. Na falta dessa embalagem o consumidor terá de comprar o saco de lixo? Neste caso, o saco de lixo (preto) não é tão poluente quanto às sacolinhas derivadas de petróleo? No supermercado, o consumidor paga sim pelas sacolas descartáveis derivadas de petróleo distribuídas, pois,o preço já está embutido nos produtos. Quanto aos sacos de lixo (preto, vendido em todo o comércio), são recicláveis, já que são fabricados especificamente para essa finalidade.
14- Qual é a melhor solução para o consumidor? Que mudança de hábito terá de adotar frente ao banimento das sacolas plásticas? As sacolas descartáveis são fruto de uma necessidade da sociedade moderna consumidora, que demandava um meio prático e cômodo de transportar suas compras. Porém, os resultados da busca dessa comodidade são os causadores dos diversos impactos ambientais que nos aflige atualmente. Vemos então a erradicação das sacolinhas plásticas descartáveis derivadas de petróleo como uma volta aos antigos costumes, quando era comum utilizar sacolas “de feira” para carregar suas comprar.
15 - O consumidor será penalizado e/ou terá prejuízo? Não, nenhum consumidor será penalizado, pois essa medida não é uma lei. É um acordo que quer preservar o meio ambiente, estimulando o uso de sacolas reutilizáveis e outras fontes ambientalmente corretas e desestimulando o uso das sacolas descartáveis derivadas de petróleo, potencialmente agressivas ao meio ambiente. Ou seja, não haverá prejuízo e sim benefícios.
16 - A medida é radical por haver outros meios de reduzir o uso de sacolas como o programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas que tem a meta de reduzir 30% da circulação das sacolinhas até 2012. É possível ter uso responsável e não banimento? O protocolo que foi firmado entre a Secretaria do Meio Ambiente e a Associação Paulista de Supermercados tem o mesmo propósito: reduzir a circulação de sacolas plásticas e estimular o uso de alternativas ambientalmente corretas, resultando no uso responsável.
17- Fere o direito do consumidor de escolher? É preciso ficar claro que não fere o direito do consumidor, pois não é uma lei, nem proibição. É um acordo que quer estimular o uso de outras alternativas como sacolas reutilizáveis, ecobag e outras biodegradáveis. Não hã nenhuma proibição de escolha do consumidor.
18 - Terá impacto na empregabilidade do setor? É possível direcionar a mão-de-obra para a reciclagem/reutilização/reuso? Acreditamos que não, pois haverá empresas produzindo sacolas e/ou embalagens alternativas às atuais sacolas descartáveis derivadas de petróleo.
19 - Qual é a abrangência do acordo (todo o comércio, só os mercados)? Primeiro estamos conversando com os donos das grandes redes, mas, esperamos, a partir dos resultados obtidos, levar esse conceito para toda a sociedade e acabar, de uma vez por todas, com o uso das sacolinhas descatáveis derivadas de petróleo também no varejo. Vamos começar a ação no atacado para depois partir para o varejo. Mas, nada impede a população de cobrar desses pequenos mercados que eles implementem a nova medida. Aliás, em Jundiaí o sucesso também se deu devido a isso. Os estabelecimentos que não aderiram foram cobrados e pressionados pela própria população a se regularizar ante o risco de perder vendas.
20- Haverá alguma punição/multa a quem fornecer sacola de plástico? Como dito antes, não haverá punição, nem multa, pois não é uma lei. É um protocolo de intenções que foi firmado com a Associação Paulista de Supermercados – APAS. O acordo prevê o estímulo para que as pessoas usem alternativas como a “Ecobag”, sacola reutilizável e sacolas biocompostáveis e, assim, desestimular o uso das sacolas plásticas descartáveis derivadas de petróleo.
21- Qual será o papel da Secretaria Estadual do Meio Ambiente? O papel da Secretaria é coordenar os trabalho, e ajudar a estabelecer os termos do acordo e a conscientizar a população por meio de campanhas educativas. Também cabe a SMA ouvir os órgãos de defesa do consumidor para que a população seja beneficiada.
22- A Secretaria Estadual do Meio Ambiente vai contribuir financeiramente ou apenas penas apoiar ou darão algum incentivo financeiro? A Secretaria do Meio Ambiente dará apenas apoio institucional, mobilizando sua rede de educação ambiental, conscientizando do prejuízo causado pelo uso das sacolas descartáveis derivados de petróleo. A expectativa é atingir – com informações, sugestões e dicas - as escolas da rede estadual e os órgãos que compõem o governo.
23- Haverá um plano para conscientizar a população? A Secretaria Estadual do Meio ambiente fará campanhas de esclarecimentos nas escolas públicas, por meio de sua rede de Educação Ambiental, para conscientizar principalmente os jovens nas escolas. Também haverá parcerias com municípios que queiram levar isso para sua rede municipal. A ideia é mostrar a importância de se deixar de usar um derivado de petróleo e seu impacto no ambiente. A orientação é a melhor estratégia para que a iniciativa tenha sucesso.
24- Quais são os tipos de materiais recomendados como sustentáveis para as embalagens menos agressivas ao meio ambiente? Para ser sustentável é importante diminuir o consumo, optando sempre pela reutilização de materiais e/ou a reciclagem. Todo produto que puder ser utilizado muitas e muitas vezes contribui com o meio ambiente.
Lixo do tsunami do Japão chega a costa dos EUA e Canadá
Lixo do tsunami do Japão chega a costa dos EUA e Canadá
Uma montanha enorme de lixo foi levada para o mar quando o tsunami atingiu o Japão, em março. Os primeiros sinais estão aparecendo do outro lado do oceano Pacífico, na costa dos EUA e do Canadá. Um oceanógrafo, prevendo a chegada de grandes itens, como barcos e até mesmo casas, está incentivando a publicação de fotos dos detritos para ajudar os japoneses a reunir os pertences.
O Brasil lidera ranking mundial em reciclagem de latas de alumínio: em 2010, 97,6% das latas vendidas foram reutilizadas.
O índice brasileiro, segundo a Abal (Associação Brasileira do Alumínio), superou os do Japão, da Argentina, da média europeia e dos Estados Unidos; respectivamente.
"Desde 2001 estamos com índices superiores a 90%, o que mostra que não se trata de uma flutuação. É um índice consistente", afirmou Renault Costa, presidente da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade).
Eduardo Knapp/Folhapress
Em 2010, brasileiros reutilizaram 97,6% das latas vendidas; índice é maior do que muitos países desenvolvidos
Entre 2009 e 2010, houve crescimento de 21% no volume das reciclagens, de cerca de 198,8 mil toneladas para 239,1 mil toneladas --o que equivale a 17,7 bilhões de latas.
Anualmente, consome-se no Brasil, em média, 91 latinhas por pessoa.
A indústria de reciclagem de embalagens de alumínio movimenta aproximadamente R$ 1,8 bilhão --R$ 555 milhões só em em coleta-- e gera cerca de 3.800 empregos.
Os representantes do setor informaram que, para que tal índice seja sustentado, é necessário que a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), de 2010, alinhe as políticas estaduais e municipais sobre a reciclagem de embalagens de alumínio, estimule o mercado de resíduos por meio do fortalecimento e do aperfeiçoamento de cooperativas e fomente a reciclagem por meio de desoneração tributária.
O presidente da Abralatas, Renaut Costa, ainda afirmou que o poder público não deve interferir no setor. Ao contrário, deve reconhecer a eficiência dos sistemas de reciclagem existentes e estimulá-los.
Fiscalização encontra mais um contêiner de lixo hospitalar em PE
FÁBIO GUIBU ENVIADO ESPECIAL A IPOJUCA (PE)
A Receita Federal encontrou nesta quinta-feira, no porto de Suape, em Ipojuca (a 60 km de Recife), mais um contêiner com lixo hospitalar importado dos Estados Unidos. Foi o segundo carregamento do tipo apreendido no porto nos últimos três dias. No total, cerca de 45 toneladas de resíduos estão retidos no local.
O lixo foi importado por uma confecção de Santa Cruz do Capibaribe, cidade do Agreste pernambucano conhecida por suas indústrias têxteis. A documentação dos dois contêineres indicava que o conteúdo seria "tecido de algodão com defeito".
Ao abrir as caixas metálicas, no entanto, fiscais da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da Receita encontraram vários fardos com lençóis sujos de sangue, luvas cirúrgicas, seringas, cateteres, máscaras e gaze usados, entre outros materiais.
Segundo o inspetor chefe da alfândega da Receita Federal em Suape, Carlos Eduardo Oliveira, a mesma empresa que importou os dois contêineres já havia trazido outros seis carregamentos neste ano, também dos Estados Unidos, sem que as cargas fossem vistoriadas.
"Vamos investigar agora o que estava dentro desses seis contêineres", disse ele. As cargas foram embarcadas no porto de Charleston, na Carolina do Sul (EUA), e chegaram a Suape em datas diferentes.
A Receita suspeitou do sétimo carregamento, desembarcado em Suape há cerca de duas semanas, porque a documentação indicava um preço cerca de 50% abaixo do parâmetro mínimo usado pelo governo federal para o tipo do material importado.
O oitavo contêiner, aberto hoje, chegou ao porto na semana passada. A área onde está o lixo hospitalar, no terminal de contêineres de Suape, foi isolada. Policiais federais estão no local.
13/10/2011
FÁBIO GUIBU DE RECIFE
A Receita Federal apreendeu nesta terça-feira (11), no porto de Suape (PE), um contêiner carregado com lixo hospitalar.
A carga veio dos Estados Unidos identificada como "tecidos com defeito". Seria levada a Santa Cruz do Capibaribe, município do Agreste pernambucano conhecido pela grande produção de roupas.
Aberto por auditores fiscais da Receita, o contêiner trazia lençóis sujos, luvas cirúrgicas usadas, além de seringas, drenos e outros objetos.
Receita Federal PE /Divulgação
Contêiner com lixo hospitalar é apreendido no porto de Suape
O nome das empresas envolvidas na importação do lixo não foram divulgados. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi acionada para conferir o material.
O laudo dos peritos será encaminhado à Receita, que decidirá o que fazer em relação ao caso. Há possibilidade de as empresas envolvidas no negócio serem multadas e obrigadas a levar de volta o lixo trazido ao Brasil, como ocorreu, por exemplo, em 2009.
À época, cerca de 40 contêineres com dejetos domésticos vindos da Europa foram apreendidos no porto de Rio Grande (RS) e devolvidos. A importação de materiais considerados de risco para a saúde é proibida no Brasil.
No fim de semana, a Receita Federal também descobriu em Suape uma carga com 530 kg cocaína escondida em meio a sacos de gesso que seriam exportados para um país africano.
Receita Federal PE /Divulgação
Contêiner com lixo hospitalar é apreendido no porto de Suape
Aquecimento Global Entenda o aquecimento Global, Efeito Estufa, conseqüências, aumento da temperatura mundial.
Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.
O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.
Agora somos todos responsáveis pelo descarte de resíduos no país. Tanto quem produz, como quem consome. Por isso, é cada vez mais vital que estejamos bem informados, não só sobre detalhes da nova lei, como, também, sobre como descartar qualquer produto, de forma correta. E mais: com a consciência de que é preciso consumir cada vez menos.
- Computadores e outros eletrônicos encostados em casa podem ser doados a empresas e projetos que recuperam e doam esses equipamentos para escolas. Material sem recuperação segue para a reciclagem.
- Lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio, um metal pesado, e por isso devem ser enviadas para reciclagem específica. As incandescentes, halógenas e de sódio de baixa pressão podem ser recicladas normalmente, mesmo quebradas.
NÃO RECICLÁVEIS Você sabe que alguns materiais e produtos não podem ser reciclados de jeito nenhum? Neste caso, o único destino possível é o aterro sanitário ou o lixão.” Mas claro que tudo depende do local onde você mora. Há lugares no Brasil que pouco reciclam e outros nos quais a coleta está bem avançada. Portanto, informe-se com a prefeitura e as cooperativas sobre as possibilidades de sua região e separe o lixo de acordo com essa orientação”, explica Patrícia Blauth, da ONG Menos Lixo. Se tiver disposição, que tal ampliar essas possibilidades e iniciar uma campanha de conscientização em seu bairro ou na sua cidade? Abaixo, indicamos o que geralmente não dá para reciclar: PAPÉIS - papéis com muita cola, como adesivos tipo “post-it”, etiquetas, fitas crepe e “durex”. A consultora da Menos Lixo explica: “Um envelope com etiqueta e selo é aceito; embora a dica educativa a ser dada é pela simplificação: envelopes sem janela de celofane”; - papel carbono, celofane e manteiga; - guardanapos, papel toalha e papeis higiênicos usados; - papéis metalizados, parafinados e plastificados; - fotografias; - recibos de cartão de crédito e débito. Por isso, é mais legal recusar a sua cópia. PLÁSTICOS - filmes plásticos que embalam objetos e alimentos, limpos ou usados; - cabos de panela; - isopor, mas algumas cooperativas aceitam o de embalagens de eletrodomésticos, apenas; - teclados de computador; - acrílicos; - esponjas e espumas, como as usadas em travesseiros, colchões e almofadas; - sacolas e sacos plásticos sujos, mas checar com prefeituras e cooperativos se os limpos podem ser reciclados. VIDROS - espelhos; - cristais; - vidros temperados; - ampolas de medicamentos - artigos feitos com fibra de vidro, que é usada na fabricação de cestos de lixo, baús de motos, barcos etc; - lentes de óculos. OUTROS - cerâmicas, louças e porcelanas; - tecidos naturais e sintéticos tipo TNT, Perfex e Tyvek; - cotonetes, fraldas e absorventes, limpos ou usados; - cortiças: painéis ou rolhas de bebidas; - peças de couro como sapatos, cintos e bolsas, entre outros; - peças de fibras vegetais como vime, palha, etc. - blisters (cartelas de remédio) e remédios podem ser entregues em farmácias que promovem essa coleta; - pilhas e baterias devem ser descartadas em pontos de coleta especializados - seringas, algodões e gazes usados.
PLÁSTICO NO MAR Um dos grandes problemas das sacolas plásticas no mundo é que cerca de 0,5 % delas acaba em rios, lagos e oceanos. Parece pouco, mas são quase 90 milhões de sacolinhas ao ano que chegam aos mares do mundo, muitas vezes em forma de fragmentos. Além de formar uma fina camada de lixo plástico na água, são ingeridos por animais marinhos, que acabam morrendo.
A jornalista Liana John – que você certamente já conhece do blog Biodiversa – viajou com cientistas para acompanhar suas pesquisas sobre o lixo plástico acumulado no Oceano Atlântico.
- Na hora de ir às compras, leve sua própria sacola retornável, como as de pano ou de plástico durável. Ou use caixas de papelão; há supermercados que as oferecem de graça.
- Você tem sacolas retornáveis em excesso em casa? Deixe algumas no carro, na bolsa ou no trabalho. Assim, você não tem aquela "desculpa" de ter esquecido de levar sua ecobag.
- Sacolas biodegradáveis e oxibiodegradáveis são alternativas às de plástico comum. Prefira as primeiras, feitas à base de vegetais, como batata e mandioca, que podem ser descartadas com o lixo orgânico. As oxibiodegradáveis se fragmentam em pequenos pedaços, mas não há comprovação de que desapareçam totalmente do ambiente, e ainda podem contaminam o solo. (Para saber mais, leia também: O plástico ficou ecológico e O plástico oxibiodegradável é uma boa opção?)
- Leve sua própria caneca, squeeze ou garrafa térmica de casa para a escola, o trabalho... Assim, você ajuda a evitar que copos de plástico e garrafinhas PET se acumulem no local de trabalho.
Afonso Capelas Jr. - - Edição: Mônica Nunes Planeta Sustentável
Atualmente, muito se fala sobre reciclagem, desperdício de água e luz e qualidade do ar. Apesar de toda a divulgação, muitas pessoas acham que o cuidado com a natureza é obrigação apenas do governo e não fazem nada para ajudar. Você sabia que com medidas simples você faz a diferença? Confira algumas ações que colaboram com a preservação da natureza, evitam o desperdício e ainda ajudam você a economizar.
Água
• Atenção aos vazamentos. Consertando os vazamentos de canos e torneiras você economiza cerca de 45 litros de água por dia. • Acumule as roupas para lavar e passar. Desta maneira, você economiza água, luz e seu tempo. • Não desperdice água. Deixe a torneira fechada quando estiver escovando os dentes, ensaboando as mãos e fazendo a barba. • Limpe a calçada com vassoura.A vassoura é mais rápida e prática. Esqueça a mangueira nessa hora. • Balde para o carro. Quando for lavar o carro, utilize um balde e um pano, em vez da mangueira. • Aposte no regador. Para economizar água na hora de regar as plantas, prefira um regador. Para quem busca mais economia, uma outra opção é armazenar a água da chuva para regar as plantas. • Desligue a mangueira quando ela não estiver sendo utilizada.
Você sabia que... Escovar os dentes com a torneira aberta utiliza cerca de 80 litros de água. Lavar a louça com a torneira aberta equivale a 100 litros. Lavar o carro com a torneira aberta por 30 minutos consome 560 litros. Lavar a calçada com mangueira utiliza 280 litros. Banhos longos equivalem ao consumo de 95 a 180 litros de água.
Energia
• Evite o desperdício. Não deixe luzes acesas sem necessidade. Durante o dia, utilize a luz natural. • Desligue os aparelhos da tomada. Mesmo não estando ligados, só de estarem conectados à tomada gastam energia. Isso vale também para os eletrodomésticos em stand by (quando fica acessa a luzinha vermelha ou relógio digital). • Prefira as lâmpadas eficientes. Elas consomem até 75% a menos de energia e duram cerca de 10 vezes mais do que as lâmpadas convencionais. • Tome banhos rápidos. Controlando o tempo do seu banho, você economiza energia e água. • Cuide da geladeira. Troque sempre que for preciso a borracha da sua geladeira e evite ao máximo colocar alimentos quentes dentro dela. Desse modo você impede a perda de calor e economiza energia. • Prefira a escada. Para descer e subir um ou dois andares, prefira utilizar a escada. Assim, você evita o desperdício de energia e ainda mantém a forma.
Dica: Fios mal emendados, desencapados e mal isolados causam a fuga de corrente e, consequentemente, desperdício de energia, além de serem muito perigosos. Fique atento.
Lixo
• Não jogue lixo na rua. Caso não tenha uma lixeira perto, guarde seu lixo até que encontre um local adequado ou até que chegue em casa. • Separe seu lixo. Divida o lixo em materiais orgânicos e recicláveis. Dessa forma, você colabora com a geração de emprego para os catadores e ONGs, além de incentivar a coleta seletiva no seu bairro e a reciclagem de materiais. • Faça um depósito de materiais orgânicos. Com um espaço reservado para o depósito de materiais orgânicos como cascas de frutas, legumes e folhas, você produzirá adubo natural que pode ser utilizado em jardins e plantas. • Seja solidário. Não jogue fora aqueles aparelhos, roupas e sapatos que você não usa mais, doe, eles podem ser úteis para outras pessoas. • Prefira pratos e copos de louça. O plástico, material utilizado nos produtos descartáveis, é um dos maiores poluentes e demora a se decompor no meio ambiente. • Atenção com pilhas e baterias.Pilhas, baterias e aparelhos celulares não devem ser colocados com o lixo comum, pois são compostos por metais perigosos à saúde humana. Procure sempre um posto de coleta. Alguns bancos, lojas de celulares, escolas, postos de gasolina e supermercados possuem espaço destinado ao recolhimento desses produtos.
Saiba mais Confira o tempo que a natureza leva para decompor alguns produtos Papel:de 3 a 6 meses; Pano: de 6 meses a 1 ano; Filtro de cigarro: 5 anos; Chiclete:5 anos; Madeira pintada: 13 anos; Nylon:mais de 30 anos; Plástico: mais de 100 anos; Metal: mais de 100 anos; Borracha: tempo indeterminado; Vidro: 1 milhão de anos.
Não há como deixar de produzir lixo, mas você pode diminuir essa produção reduzindo o desperdício, reutilizando produtos sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva. Colabore.
Transporte
• Transporte público. Por levar muita gente ao mesmo tempo, o transporte público é uma opção menos poluente. • Dê e pegue carona. Compartilhar com amigos, parentes e vizinhos o caminho até o trabalho, além de ser mais econômico e tornar o trajeto mais agradável, também ajuda a diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera. • Regule seu carro. Faça revisões regulares no seu carro. Assim, ele consome menos combustível, polui menos e você economiza mais. • Fique dê olho nos pneus. Andar com os pneus bem calibrados também é uma ótima forma de economizar combustível, dinheiro e diminuir a emissão de gases. Quando os pneus não forem mais úteis, lembre-se de descartá-los em locais adequados: borracharias, algumas lojas de material esportivo e ONGs já fazem o recolhimento desse material. • Carro parado, motor desligado. Ao parar o carro por mais de dois minutos, desligue-o. Não há necessidade de ficar queimando combustível com o carro parado. • Prefira carros flex. Comparado à gasolina, o álcool polui menos o meio ambiente e é melhor para o clima da Terra.
Compras • Aposte na listinha. Fazendo uma listinha de compras antes de ir ao supermercado, além de economizar ou comprando apenas o que realmente precisa, não gera lixo desnecessário. • Não exagere nas sacolas. Um dos grandes problemas mundiais para o meio ambiente é a sacolinha plástica dada nos supermercados. Para colaborar com a natureza, não pegue sacolinhas a mais, utilize apenas o necessário, assim você gera menos lixo. Se puder leve a sua própria sacola para as compras. • Prefira os alimentos orgânicos. Dessa maneira, além de ajudar o meio ambiente, você ainda cuida da sua saúde. Optar também por alimentos da estação é uma ótima maneira de economizar na feira e no supermercado. • Se possível, opte por embalagens econômicas. Por serem menores, o lixo produzido por elas também será. • Use pilhas recarregáveis. Elas duram muito mais tempo e, por isso, produzem menos lixo. • Prefira guardanapos de pano aos de papel. • Economize papel. Sempre que possível, utilize os dois lados da folha e só imprima documentos quando for realmente necessário. • Panfletos na rua. Aceite só quando estiver interessado nas informações. E não se esqueça de jogá-los no lixo, nunca na rua.
Trabalho
• Apague as luzes. Sempre que for sair do trabalho, apague as luzes ou verifique se estão apagadas. Caso não seja o último a deixar o local, lembre seu companheiro de fazer isso. • Ar condicionado. Mantenha sempre o ar condicionado do seu local de trabalho a 25º C, verifique se as janelas do ambiente estão fechadas e se os aparelhos de ar condicionado estão na sombra, pois assim eles consomem cerca de 5% a menos de energia e o ar fresquinho não se mistura com o calor externo. • Computador. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos. O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. • Impressão. Imprima apenas o necessário e corrija os erros ainda na tela do computador. Use o recurso “Visualizar impressão” para verificar os documentos antes de imprimir e, sempre que possível, imprima dos dois lados do papel. • Reutilize. Os versos de folhas impressas ou já utilizadas podem servir para anotações. Etiquetas adesivas podem cobrir endereços em envelopes antigos. Além de extremamente ecológico, é uma atitude que gera uma economia considerável. • Seja ativo. Organize-se com seus colegas e veja quais medidas podem ser adotadas dentro da empresa para beneficiar o meio ambiente. • Passe essas dicas adiante.
Cada tipo de material requer um processo diferente de reciclagem. Confira!
Por Rodrigo Gallo / Ilustrações: Natalia D'olivo
Você sabe para onde vai o lixo reciclado? Algumas cidades possuem caminhões que só recolhem material para este fim. Isso poupa o seu trabalho e, de quebra, dá um destino adequado aos entulhos. Caso o seu município não tenha esse tipo de coleta, vale pesquisar sobre os Pontos de Entrega Voluntária (PEV). Em São Paulo, por exemplo, há 41 ecopontos espalhados pela cidade. E esse número só tende a crescer. Segundo o diretor de coleta seletiva da Prefeitura, Valdecir Papazissis, a meta é instalar os pontos em todos os distritos da capital até o fim de 2012.
A cidade possui ainda quase 4 mil PEVs em supermercados, farmácias, bancos e outros estabelecimentos. Mas atenção: antes de descartar os materiais nesses locais ou entregá-los aos caminhões específicos, é importante que você já tenha feito a triagem em casa, separando os lixos de acordo com os tipos: alumínio, plástico, vidro, lixo orgânico, remédios e outros. De lá, eles serão levados a depósitos específicos para que recebam tratamentos corretos.
Plástico O material é separado de acordo com a cor e o tipo e, em seguida, é moído e triturado. Depois, ele é encaminhado à própria indústria do setor, que o reutiliza. Geralmente, essas empresas pagam um preço relativamente bom pelo plástico reciclado, o que barateia os custos.
Essa prática reflete no bolso dos consumidores, que passam a pagar mais barato por determinados produtos. “O plástico reciclado pode ser utilizado, por exemplo, para fazer embalagens e garrafas de refrigerante”, explica o ecologista e consultor das Organizações das Nações Unidas (ONU) Sabetai Calderoni.
Só em São Paulo há 41 ecopontos espalhados pela cidade prontos para receber os entulhos e destiná-los à reciclagem
Remédios Os itens devem ser levados a postos de saúde ou farmácias, que possuem caixas específicas de coleta seletiva. De lá, materiais como algodão, gaze, seringas e agulhas são encaminhados a uma usina de tratamento, onde são primeiramente descontaminados e, em seguida, conduzidos a aterros. Remédios vencidos são incinerados em usinas preparadas para realizar esse tipo de procedimento. Vale um alerta: se esses materiais forem jogados no lixo, podem contaminar o solo e a água.
Eletrônicos Em média, os brasileiros trocam de computador a cada três anos. As televisões de tubo estão sendo substituídas rapidamente por modelos em LCD. Já os antigos videocassetes foram esquecidos em algum lugar da garagem. O que ninguém sabe é que todos esses eletrônicos podem e devem ser reciclados. Em dezembro do ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto da Política de Resíduos Sólidos que incentiva o consumidor a levar os aparelhos antigos nas lojas onde comprou e, então, o lojista será responsável por encaminhá-los ao fabricante, que por sua vez irá desmontá-los. As peças plásticas e de metal, por exemplo, serão recicladas e reaproveitadas.
Alumínio Esse é, sem dúvida, o material mais reciclado no Brasil. Estima-se que 96% das latinhas são reaproveitadas pela própria indústria de refrigerantes ou cervejas. O processo é bastante simples: o item é levado a uma usina de reciclagem onde é derretido e, posteriormente, transformado em lingotes (massas de metal). Essas peças voltam para a indústria e viram novas latinhas. E não é só isso. O alumínio reaproveitado serve para fazer esquadrias, portas, janelas ou peças automotivas. “O melhor de tudo é que o material pode ser reciclado infinitamente, e isso é bom tanto para a indústria como para a natureza”, conta o engenheiro Robson Romão, especialista em tecnologias de reciclagem.
Separe o lixo em casa Coloque quatro lixeiras de cores diferentes em algum canto da casa. Por exemplo: azul (papel), vermelha (plástico), amarela (metal) e verde (vidro). Isso pode servir como estímulo para que todos os moradores da residência colaborem. Quando as latas estiverem cheias, é hora de descartar os itens em lugares apropriados. Vale uma ressalva: garrafas de plástico, vidros, alumínios e latas de óleos devem ser lavados antes de serem descartados, para que não fiquem restos de líquido ou comida dentro. Além disso, materiais como latas rasgadas, vidros quebrados e outros devem ser acondicionados de forma a não ferir quem for manusear o material no centro de reciclagem.
Pilhas Uma simples pilha demora até 450 anos para se decompor na natureza. Por isso, é mais do que necessário reciclar. Depois de passar por uma triagem, esse material é encaminhado a um laboratório que mói e separa os compostos para a reciclagem. Elementos como mercúrio, zinco e magnésio são purificados por meio de processos químicos, enquanto o níquel volta para a indústria para ser utilizado na fabricação de peças, e o cádmio na confecção de novas pilhas.
Restos de construção Eles podem ser depositados em caçambas e, assim, levados a uma usina de reciclagem. Lá, o material é separado de acordo com o tipo. É possível obter sobras de madeira, plástico, placas de ferro, vigas de aço, entre outras coisas. “Algumas Prefeituras reutilizam a madeira para a construção de novos pontos de ônibus ou mesmo bancos de praças”, explica Sabetai Calderoni. Os metais voltam para sua própria cadeia produtiva. Já o concreto é triturado e aplicado na fabricação de postes, blocos e tijolos.
Você sabia? Muita gente ainda não tem o hábito de reciclar. E é por isso que todos os dias são encontrados lixos e móveis velhos em córregos, piscinões ou largados na rua. Essa atitude piora a qualidade de vida da população e prejudica, ainda mais, o meio ambiente.
Lixo orgânico Cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU) informam que 60% de todo o lixo produzido dentro de uma casa é orgânico. É aquele resto de arroz que sobrou na panela, cascas de batatas e ovos, o bagaço da laranja... Isso pode ser reciclado! “O lixo orgânico é submetido a um procedimento de compostagem ou biodigestão e vira adubo natural”, revela Robson Romão. Além dos benefícios ao meio ambiente, a prática traz vantagens econômicas. “Muitos países, como França e Suécia, utilizam o lixo orgânico para a geração de energia elétrica. Para obtê-la, o composto passa por um processo, onde libera metano, um gás que gera luz”, explica o consultor da ONU.
Os frascos de remédios, gazes, seringas, agulhas e algodões também devem ser reciclados corretamente para não contaminarem o solo e a água
Papel Em um centro de triagem, funcionários removem grampos e clipes que eventualmente estejam grudados nas folhas, para não danificar as máquinas.Ao mesmo tempo, eles eliminam materiais impróprios, como papel parafifinado e sulfurizado (que não podem ser reaproveitados). O resto é triturado, mergulhado na água, peneirado, aquecido a temperaturas elevadas e branqueado. Depois disso, o material é prensado, enrolado e está pronto para voltar à indústria. “A reciclagem do papel é responsável pela geração de centenas de empregos”, arremata Cláudia Luiz Monteiro, diretora de uma cooperativa da zona leste da capital paulista.
Censo orgânico Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o Brasil possui mais de 90 mil produtores orgânicos em atividade. O mesmo levantamento aponta que o País tem uma área total de 4,4 milhões de hectares ocupada por lavoura ou pecuária orgânica. Os números integram o Censo Agropecuário, que questionou os entrevistados sobre a utilização de adubos químicos e orgânicos. A pesquisa colheu dados importantes para que o governo possa desenvolver políticas públicas apropriadas para beneficiar o setor.
Itaipu na luta pelo meio ambiente
Os responsáveis pela Usina de Itaipu, localizada na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, abrem espaço para a população denunciar crimes ambientais, como pesca predatória, incêndios florestais e desmatamento, praticados dentro do território da hidrelétrica. Itaipu está instalada em uma área de 170 mil hectares com cataratas, rios e até mesmo terras cultiváveis; um lugar com uma grande biodiversidade animal e vegetal. Para denunciar, ligue gratuitamente: 0800.645.2002. De segunda a sextafeira, das 8h às 18h.
Biblioteca da natureza O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) colocou em circulação uma “biblioteca móvel” que visita comunidades carentes da região com o objetivo de estimular crianças, jovens e adultos a cuidar do meio ambiente. A ação é feita por meio de livros que ensinam a importância da reciclagem de lixo e a preservação dos recursos naturais. A ideia é criar mais micro-ônibus para ampliar a iniciativa
Fim dos carros poluidores Países europeus propõem acabar com os carros movidos a diesel ou a gasolina até o fim de 2050. O intuito é reduzir a emissão de poluentes na atmosfera. Para isso, esses veículos potencialmente poluidores seriam substituídos por modelos elétricos. Além disso, a malha ferroviária entre as cidades da Europa seria ampliada, o que minimizaria a circulação de transportes mais poluentes. Em terras tupiniquins, uma montadora já realiza testes para a fabricação de carros movidos a energia elétrica.
Selo verde A Associação Telhado Verde e o Green Building Council assinaram um acordo para popularizar o selo de garantia de sustentabilidade para edifícios. Essa certificação, chamada Leadership in Energy and Evironmental Design, tem reconhecimento internacional e é concedida a construções que utilizam sistemas ecológicos, como captação de água da chuva e tinta não poluente. O selo foi criado em 1998 e já certificou 14 mil empreendimentos no mundo. Só no Brasil são mais de 200 prédios com o selo verde.
Preservar o meio ambiente é muito importante para que possamos ter um planeta saudável e rico em recursos naturais no futuro.
Vamos aproveitar este dia e listar quantas ações podemos fazer para colaborar na preservação do meio ambiente. Se todo mundo fizer um pouquinho, podemos contribuir um montão para o mundo!
Segue algumas medidas que podemos facilmente tomar em casa e na escola:
Água
Escovando os dentes - desligue a água enquanto faz a escovação.
Lavando a louça - desligue a água enquanto ensaboa pratos, copos, talheres e panelas.
Tomando banho - nada de banhos muito longos e quando estiver se ensaboando, desligue a torneira.
Energia
Desligue as luzes - ao sair do seu quarto, sala ou cozinha não esqueça de apagar as luzes.
Desligue aparelhos eletrônicos - não deixe a televisão, rádio ou computador ligado caso não esteja sendo utilizado.
Ar condicionado - utilize com moderação!
Lavando roupa suja - dedique dias da semana para lavar a roupa. Assim você utiliza a máquina de lavar em sua capacidade máxima, economizando energia e água ao mesmo tempo.
Passando roupa - também dedique dias da semana para passar roupa. Evitando assim, o liga e desliga.
Lixo
Coleta seletiva - tenha uma atitude bacana. Programe a coleta seletiva na sua casa. É muito fácil, basta separar os lixos em: material orgânico, papel, metal, vidro e plástico.
Desta forma, você estará fazendo uma grande contribuição à mãe natureza, já que este material será reciclado, ou seja, será reaproveitado para a fabricação de novos produtos.
Transportes
As emissões de gases emitidos pelos transportes é muito nociva para a nossa atmosfera. Mas podemos tomar algumas atitudes para contribuir na diminuição da emissão de gases.
A caminho da escola - Utilizar os transportes coletivos é sempre mais saudável para o planeta. Por isto, quanto mais gente utilizar um mesmo veículo melhor. Se você vai de carro para a escola, que tal combinar um rodízio com os colegas que moram perto! Além de ser uma atitude consciente, você aproveita e faz novos amigos!
Relatório aponta necessidade "urgente" de limitar gases do efeito estufa
Leslie Kaufman
Greenpeace lança réplicas de monumentos em praia de Cancún para alertar para as consequências da mudança climática
O establishment científico dos EUA emitiu um duro alerta para a população americana na quinta-feira (12): não só o aquecimento global é algo real, como seus efeitos já estão se tornando sérios e passou a ser “urgente” a necessidade de uma política nacional forte que limite a emissão de gases de efeito estufa.
O relatório, apresentado pelo National Research Council, um braço da National Academy of Sciences, não endossou nenhuma abordagem legislativa específica, mas chegou a dizer que atribuir alguma espécie de preço às emissões de dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa, teoricamente seria um componente essencial de qualquer plano futuro.
“Os riscos associados a se continuar fazendo as coisas da maneira de sempre são uma preocupação muito maior do que os riscos associados a se empreender esforços de resposta ambiciosos, mas calculados”, conclui o relatório. “Isso porque muitos aspectos de uma política ‘excessivamente ambiciosa’ podem ser revertidos ou senão tratados, se necessário, por mudanças posteriores de política, ao passo que mudanças adversas no sistema climático são muito mais difíceis (na verdade, na escala temporal de nossas vidas, pode ser impossível) de se ‘desfazer’.”
O relatório, “America’s Climate Choices” [As escolhas climáticas dos EUA], foi encomendado pelo Congresso muitos anos atrás para oferecer um “conselho voltado para a ação” sobre como a nação deveria reagir às possíveis consequências de uma mudança climática.
Mas a resposta chega em uma época na qual esforços para adotar uma política de mudança climática foram suspensos em Washington, com muitos dos republicanos que controlam a Assembleia manifestando ceticismo em relação à ciência da mudança climática. Outros legisladores, incluindo alguns democratas, se preocupam com o fato de que qualquer nova lei resultaria em preços mais altos para a energia, prejudicando a economia.
O relatório descobriu que, não só a ciência por trás das previsões de mudança climática é sólida, como também são profundos os riscos de uma inação contínua para as gerações futuras. Notou-se que o nível do mar já está se elevando em muitas cidades americanas, e a temperatura média do ar nos Estados Unidos aumentou em 2 graus nos últimos 50 anos.
Os autores do relatório – uma combinação incomum de cientistas do clima, empresários e políticos – disseram que estavam cientes de que a disposição política sobre a mudança climática havia mudado de forma significativa desde a época em que o comitê foi formado, em 2009. Como o relatório também era sobre aconselhamento de políticas, o conselho nomeou mais do que cientistas, incluindo Jim Geringer, um republicano conservador e ex-governador do Estado de Wyoming.
Albert Carnesale, presidente do painel e chanceler emérito da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, disse que esperava que a diversidade do painel e o fato de que muitos dos envolvidos no trabalho não terem uma “inclinação prévia” ajudariam a vendê-lo até para políticos céticos.
“É um problema que deve ser resolvido com urgência, e o que fizemos de diferente foi enxergá-lo como um problema de gerenciamento de risco”, disse Carnesale.
Embora ninguém saiba a forma exata dos riscos, Carnesale explicou, sabemos que eles são reais o suficiente para serem abordados. E que com o tempo eles ficarão mais difíceis de serem abordados. “Não sabemos exatamente quando o tsunami quebrará ou quão alto ele vai ser, mas sabemos que ele está chegando, e devemos nos preparar”, disse.
Mas o representante Joe L. Barton (republicano do Texas), que tem liderado o movimento contra mais regulamentações sobre a emissão de carbono, desprezou as descobertas do conselho em uma entrevista na quinta-feira. “Não vejo nada de substancial nesse relatório que acrescente à base de conhecimento necessária para se tomar uma decisão esclarecida sobre quais passos devem ser tomados para abordar a mudança climática, se é que devem ser tomados”, disse Barton.
Embora o relatório caracterize a mudança climática como um problema em necessidade urgente de atenção, ele deixa as prescrições de política altamente específicas aos legisladores.
Para muitos dos que se preocupam com a mudança climática, esse é um defeito comum de relatórios do gênero. “Esse é um problema clássico – a divisão entre a realidade científica e a coragem política”, disse Paul W. Bledsoe, um conselheiro sênior junto ao Bipartisan Policy Center que trabalhou com essas questões no Congresso e na Casa Branca. “As organizações científicas relutam em pregar prescrições de política detalhadas, ao passo que atores políticos hesitam quanto às realidades científicas”.
O relatório delineou quatro áreas que requerem ações federais imediatas.
Para começar, ele enfatizou que reduzir as atuais emissões de carbono é fundamental para evitar que os Estados Unidos tenham de fazer escolhas desastrosas no futuro. Embora não tenha chegado ao ponto de recomendar uma taxa sobre o carbono, o comitê elogiou sua eficácia.
“Análises sugerem que a melhor forma de amplificar e acelerar tais esforços, e de minimizar custos gerais (para qualquer meta nacional de redução de emissões), está em colocar um preço crescente e abrangente, que cubra uniformemente toda a nação” sobre emissões de carbono, de maneira que leve a “grandes investimentos em eficiência energética e tecnologias de baixo carbono”, escreveu o comitê.
Ele também pediu para que o governo federal exerça um papel muito mais ativo na pesquisa de novas tecnologias e na adaptação da nação às mudanças no mundo natural que já são inevitáveis. Mesmo com uma redução na produção de carbono, disse o relatório, alguma mudança climática continuará a ocorrer.
Ele observou que, enquanto muitas das cidades e Estados americanos estão tomando atitudes para atenuar a produção de carbono e se preparar para condições mais quentes e úmidas, o governo federal poderia ajudar a coordenar essas atividades, ao mesmo tempo em que incentivasse mais pesquisas e desenvolvimento.
“O governo federal”, disse o relatório, “deveria dar início imediato ao desenvolvimento de uma estratégia nacional de adaptação e construir instituições duradouras para implementar essa estratégia e melhorá-la com o tempo.” Por fim, embora esse relatório tenha sido idealizado, ao contrário do IPCC da ONU [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], por americanos para americanos, os autores observaram que a mudança climática é um problema mundial, e que a nação tem a obrigação de permanecer comprometida com a comunidade internacional para encontrar possíveis soluções.